Sete hospitais brasileiros estão entre os 250 melhores do mundo em 2026. A conquista revela a força da qualidade, da ciência e da gestão na saúde.
O Brasil alcançou uma posição de destaque no cenário internacional da saúde. Sete hospitais brasileiros aparecem entre os 250 melhores do mundo na edição 2026 do ranking World’s Best Hospitals, elaborado pela revista norte-americana Newsweek em parceria com a empresa global de dados Statista.
O reconhecimento reúne instituições privadas, filantrópicas e uma organização pública ligada ao Sistema Único de Saúde. Em comum, elas representam diferentes expressões da capacidade brasileira de produzir ciência, formar profissionais, cuidar de pessoas, estruturar processos, acompanhar resultados e transformar conhecimento em valor para a sociedade.
O Einstein Hospital Israelita ocupa a 16ª posição mundial, avançou seis lugares em relação ao ano anterior e permanece como o hospital mais bem colocado da América Latina e do Hemisfério Sul. O Hospital Sírio-Libanês aparece na 79ª posição, seguido pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital Moinhos de Vento, HCor, Hospital Santa Catarina Paulista e Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Mais que uma lista de posições, o resultado abre uma reflexão importante para gestores, lideranças e profissionais: o que existe por trás de uma organização de saúde reconhecida entre as melhores do mundo?
Quais são os hospitais brasileiros entre os melhores?
Os sete representantes do Brasil no grupo dos 250 melhores hospitais do mundo em 2026 são:
| Posição mundial | Instituição | Localização |
| 16ª | Einstein Hospital Israelita | São Paulo (SP) |
| 79ª | Hospital Sírio-Libanês | São Paulo (SP) |
| 105ª | Hospital Alemão Oswaldo Cruz | São Paulo (SP) |
| 111ª | Hospital Moinhos de Vento | Porto Alegre (RS) |
| 146ª | HCor | São Paulo (SP) |
| 151ª | Hospital Santa Catarina Paulista | São Paulo (SP) |
| 189ª | Hospital das Clínicas da FMUSP | São Paulo (SP) |
A presença dessas instituições no ranking mundial projeta uma imagem relevante da saúde brasileira. O país demonstra que possui organizações capazes de competir em um ambiente internacional no qual reputação, qualidade assistencial, experiência do paciente, resultados, pesquisa e capacidade de evolução são observados em conjunto.
Existe também diversidade dentro dessa conquista. Entre os sete hospitais estão organizações filantrópicas de grande tradição, instituições privadas de referência e o maior complexo hospitalar público da América Latina. Essa composição amplia o significado da notícia: a excelência pode ser construída por diferentes modelos organizacionais quando propósito, pessoas, ciência, planejamento, processos e aprendizagem caminham na mesma direção.
Como foi elaborado o ranking dos melhores hospitais?
A edição 2026 do World’s Best Hospitals avaliou mais de 50 mil hospitais de 32 países. A pesquisa ouviu mais de 100 mil profissionais da saúde e reconheceu 2.530 instituições nas diferentes listas nacionais. Entre elas, um grupo de 250 hospitais foi classificado na lista global.
Para construir o Top 250 mundial, Newsweek e Statista combinaram recomendações internacionais de profissionais, posição das instituições em seus respectivos países, excelência na adoção de medidas de resultados relatados pelos pacientes, dados de qualidade hospitalar e satisfação, além de uma pontuação bibliométrica relacionada à produção científica.
Essa metodologia demonstra uma evolução importante na forma de compreender o desempenho hospitalar. A estrutura física e o prestígio histórico continuam relevantes, mas dividem espaço com evidências sobre qualidade, experiência, resultados percebidos pelos pacientes, reconhecimento profissional e contribuição científica.
PROMs — Patient-Reported Outcome Measures
Os PROMs — Patient-Reported Outcome Measures — integram essa visão. Eles representam medidas de resultados relatados pelos próprios pacientes e ajudam a compreender como a pessoa percebe sua condição de saúde, capacidade funcional, sintomas e qualidade de vida depois do cuidado recebido. Ao incorporar essa dimensão, o ranking aproxima o desempenho técnico da experiência humana.
Também merece atenção a presença do componente bibliométrico. Um hospital de referência participa da produção e da circulação do conhecimento. Pesquisa, ensino, inovação e publicação científica ampliam a capacidade de aprender, aprimorar condutas e contribuir para o desenvolvimento de todo o sistema de saúde.
O ranking, portanto, reúne diferentes evidências de valor. A reputação mostra como a instituição é reconhecida. Os indicadores ajudam a evidenciar a consistência do cuidado. A experiência aproxima a gestão da percepção do paciente. Os PROMs observam os resultados a partir de quem viveu a jornada. A ciência demonstra a capacidade de produzir conhecimento e influenciar a evolução da saúde.
Einstein avança e chega à 16ª posição mundial
O Einstein Hospital Israelita alcançou o melhor resultado brasileiro e latino-americano da edição. Ao subir da 22ª para a 16ª posição, entrou no grupo dos 20 melhores hospitais classificados do planeta.
Segundo a própria instituição, o reconhecimento reflete uma atuação integrada em assistência, ensino, pesquisa, inovação e impacto social. Essa combinação ajuda a compreender por que a excelência hospitalar contemporânea ultrapassa o atendimento realizado dentro de uma unidade. Um sistema de saúde de referência forma pessoas, investiga novas possibilidades, utiliza tecnologia, dissemina conhecimento e produz benefícios que alcançam a sociedade.
O Einstein também destaca a qualificação contínua do cuidado e a sustentabilidade do sistema de saúde. São elementos que conectam desempenho imediato e responsabilidade de longo prazo. Uma organização pode conquistar resultados relevantes em determinado período; a excelência exige capacidade para renovar esses resultados, aprender com novas evidências e continuar gerando valor diante de cenários que mudam.
Esse movimento ajuda a explicar a diferença entre excelência como posição e excelência como identidade. A posição registra um momento. A identidade sustenta a disposição de continuar evoluindo depois do reconhecimento.
Sírio-Libanês consolida uma trajetória de evolução
O Hospital Sírio-Libanês ocupa a 79ª posição mundial e aparece como o segundo hospital mais bem classificado da América Latina. A instituição também integra o grupo denominado All-Time Champions, formado por hospitais presentes entre os 250 melhores desde a primeira edição do ranking.
Essa permanência possui um significado especial. Chegar a uma posição de destaque demanda competência; permanecer entre os melhores exige consistência. A organização precisa preservar sua essência, acompanhar transformações científicas e tecnológicas, desenvolver pessoas, aprimorar processos e responder continuamente às expectativas da sociedade.
Em sua comunicação institucional, o Sírio-Libanês associa o reconhecimento ao rigor técnico, à evolução constante, à inovação, ao aprimoramento dos processos e à adoção de práticas internacionais. Sua liderança também destaca a formação médica e multiprofissional, o pensamento crítico e a atualização científica como bases para a segurança do paciente e a consistência dos resultados.
Essa leitura valoriza um princípio essencial: organizações excelentes aprendem. Elas transformam conhecimento em competência, competência em comportamento, comportamento em desempenho e desempenho em confiança.
Oswaldo Cruz, Moinhos, HCor e Santa Catarina ampliam a conquista
O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na 105ª posição, e o Hospital Moinhos de Vento, na 111ª, aproximam-se do grupo dos 100 melhores do mundo e reforçam a presença brasileira no cenário internacional. HCor e Hospital Santa Catarina Paulista completam a representação das organizações privadas e filantrópicas no Top 250.
Cada instituição possui história, propósito, especialidades e formas próprias de gerar valor. Essa diversidade é importante porque a excelência cresce quando encontra identidade. Um hospital pode se destacar pela alta complexidade, outro pela capacidade científica, outro pela experiência, pela segurança, pela especialização ou pela integração com o sistema público. O reconhecimento mundial surge da combinação entre singularidade e consistência.
Há também um elemento comum: essas organizações construíram trajetórias de décadas. O resultado de 2026 foi preparado por decisões tomadas muito antes da divulgação do ranking. Investimentos em pessoas, sistemas de gestão, acreditações, certificações, pesquisa, tecnologia, infraestrutura e cultura produziram camadas sucessivas de competência.
Isso ajuda a compreender que a excelência hospitalar nasce de escolhas acumuladas. Um protocolo aprimorado, uma liderança desenvolvida, uma comunicação mais segura, um indicador analisado com profundidade, uma experiência mais bem compreendida e uma causa de falha eliminada podem parecer movimentos pequenos quando observados isoladamente. Ao longo do tempo, eles formam a identidade percebida por pacientes, profissionais e sociedade.
Um hospital público brasileiro entre os melhores do mundo
A presença do Hospital das Clínicas da FMUSP na 189ª posição produz uma das mensagens mais importantes do ranking. O HCFMUSP é uma organização pública, universitária, integrada ao SUS e responsável por uma das operações assistenciais, científicas e educacionais mais complexas do país.
Sua classificação demonstra que a excelência também pode ser pública. Ela pode crescer em um ambiente marcado por alta demanda, diversidade de pacientes, formação de profissionais, pesquisa, assistência de elevada complexidade e responsabilidade social.
O resultado convida a superar a associação automática entre excelência e abundância de recursos. Recursos ampliam possibilidades e possuem papel decisivo na capacidade assistencial. A maneira como esses recursos são planejados, integrados, utilizados, avaliados e aprimorados determina o valor que conseguem produzir.
Uma organização pública lida com regras, limites orçamentários, mudanças administrativas, múltiplas partes interessadas e grandes pressões sociais. Quando consegue preservar conhecimento, estruturar processos, desenvolver competências, produzir ciência e oferecer cuidado de referência, demonstra a força de uma identidade construída em torno de uma missão.
O HC também amplia o alcance simbólico da conquista brasileira. O reconhecimento internacional chega a uma instituição que atende a população, forma gerações de profissionais e produz conhecimento aplicado à realidade do país. Assim, a posição no ranking transforma-se em patrimônio social.
A importância do HC para o mercado de saúde
Essa evidência traz esperança e responsabilidade. Hospitais municipais, estaduais, universitários, Santas Casas, organizações sociais, clínicas, laboratórios e demais serviços podem iniciar ou aprofundar sua própria jornada. Cada instituição parte de uma realidade específica, mas todas podem aprender a planejar melhor, desenvolver pessoas, compreender processos, acompanhar resultados e fortalecer uma cultura orientada ao valor.
Para a gestão pública, essa presença também oferece uma referência concreta. Planejamento estratégico, governança, continuidade dos projetos, formação permanente, integração entre assistência e academia e utilização consciente dos indicadores podem preservar avanços mesmo em ambientes complexos. A excelência pública cresce quando o propósito coletivo encontra processos capazes de atravessar mudanças, compartilhar conhecimento e manter o cuidado como prioridade. O reconhecimento do HCFMUSP mostra que impacto social e desempenho podem caminhar juntos e que a capacidade de servir milhões de pessoas também pode produzir ciência, inovação e referência internacional.
O exemplo ganha ainda mais significado para organizações que estão começando. Toda jornada de excelência possui um primeiro processo organizado, um primeiro indicador compreendido, uma primeira liderança mobilizada e uma primeira melhoria transformada em aprendizado. A distância entre a realidade atual e o resultado desejado pode ser convertida em plano, desenvolvimento e evolução. Grandeza organizacional também é a capacidade de avançar com consciência a partir dos recursos disponíveis.
O que os melhores hospitais têm em comum?
Um ranking oferece uma fotografia comparativa, enquanto a construção da excelência acontece todos os dias. Ainda assim, os critérios avaliados e as informações públicas das instituições permitem reconhecer elementos recorrentes.
Ciência
O primeiro é a presença da ciência. Os melhores hospitais observam evidências, investigam, pesquisam, atualizam condutas e transformam experiência em conhecimento. A ciência amplia a capacidade de decidir com segurança e ensina a rever decisões diante de novas informações.
Pessoas
O segundo é o desenvolvimento das pessoas. Hospitais são sistemas intensamente humanos. Tecnologia, protocolos, equipamentos e infraestrutura alcançam seu propósito quando profissionais preparados conseguem utilizá-los com competência, integração e consciência.
Sistemas e consistência
O terceiro é a existência de sistemas capazes de gerar consistência. A boa prática individual possui valor; o sistema permite que essa prática seja compreendida, compartilhada, acompanhada e aprimorada. É assim que a qualidade deixa de depender exclusivamente de talentos isolados e passa a fazer parte da organização.
Indicadores e Medição
O quarto é a capacidade de medir aquilo que importa. Indicadores assistenciais, experiência, segurança, desfechos e resultados relatados pelos pacientes ajudam a organização a enxergar o que está produzindo. Dados ganham valor quando encontram análise crítica, decisão e aprendizado.
Liderança
O quinto é a liderança. Pessoas precisam compreender a direção, reconhecer seu papel e participar da transformação. A liderança conecta propósito, estratégia e prática. Ela cria condições para que conhecimento se converta em comportamento e para que as equipes aprendam com resultados, riscos e oportunidades.
Cultura
O sexto é a cultura. A excelência ganha estabilidade quando segurança, respeito, melhoria, ciência e cuidado aparecem naturalmente nas escolhas cotidianas. A cultura representa aquilo que uma organização repete, valoriza e mantém vivo mesmo diante das pressões.
Esses elementos dialogam com os pilares da Identidade da Excelência: mentalidade, liderança, sistema, desempenho, gestão e cultura. Cada pilar responde a uma pergunta, mas todos convergem para o mesmo objetivo: gerar valor de forma consciente, consistente e sustentável.
A qualidade sempre esteve no DNA da saúde
O resultado brasileiro também ajuda a reconhecer algo que muitas organizações ainda procuram fora de si: a qualidade já está presente na essência da saúde.
O profissional observa sinais, investiga, formula hipóteses, define condutas, acompanha resultados e reavalia. Esse movimento possui ciência, método e aprendizagem. A mesma lógica pode orientar a gestão dos processos, dos riscos, dos indicadores, da experiência e da estratégia.
Uma reclamação pode ser compreendida como sintoma. A investigação busca evidências. A análise encontra causas. O plano de ação define uma intervenção. O indicador acompanha a evolução. A melhoria transforma experiência em conhecimento organizacional.
O próximo passo é reconhecer essa qualidade, organizá-la e direcioná-la para que ultrapasse ações individuais e alcance o sistema. É exatamente essa jornada que o artigo A Qualidade Sempre Esteve no DNA da Saúde desenvolve.
Quando a qualidade presente nas pessoas encontra consciência, estrutura, liderança, desempenho, gestão e cultura, a excelência começa a ganhar identidade. Ela deixa de representar somente um objetivo futuro e passa a aparecer na maneira como a organização pensa, decide, cuida, mede, aprende e evolui.
O reconhecimento mundial começa antes do ranking
Os sete hospitais brasileiros merecem ser celebrados. Suas posições projetam o país, valorizam os profissionais da saúde e mostram que o Brasil possui capacidade para produzir organizações reconhecidas internacionalmente.
Ao mesmo tempo, o ranking oferece uma oportunidade de aprendizagem. O reconhecimento mundial acontece depois que inúmeras pessoas escolheram estudar, cuidar, planejar, registrar, medir, investigar, cooperar e melhorar. Ele aparece depois que protocolos encontraram comportamentos, indicadores encontraram decisões e valores encontraram práticas.
Essa é uma das razões pelas quais a excelência precisa ser compreendida como identidade. Uma organização excelente ultrapassa a busca por um prêmio ou certificado. Ela desenvolve a capacidade de gerar valor de forma contínua e de renovar essa capacidade diante de novas necessidades.
O Einstein mostra até onde uma instituição brasileira pode chegar no cenário global. O Sírio-Libanês evidencia a força da evolução e da permanência. Oswaldo Cruz, Moinhos de Vento, HCor e Santa Catarina revelam a pluralidade das trajetórias de excelência. O Hospital das Clínicas da FMUSP demonstra que a saúde pública também pode ocupar um lugar entre as melhores do mundo.
Cada instituição possui sua história. Juntas, elas apresentam uma mensagem ao país: qualidade, ciência, liderança, gestão e cultura podem transformar capacidade em reconhecimento e cuidado em valor.
O ranking apresenta as posições. A reflexão mais importante começa depois dele:
O que o DNA da sua organização está produzindo de valor?
Porque excelência é a capacidade de transformar qualidade em valor.
Fontes consultadas
- Statista — World’s Best Hospitals 2026
- Einstein — World’s Best Hospitals 2026
- Hospital Sírio-Libanês — All-Time Champion 2026
- Forbes Brasil — Sete hospitais brasileiros entre os melhores
- HCFMUSP — reconhecimento no World’s Best Hospitals 2026
Nota editorial: o ranking geral World’s Best Hospitals 2026 — Top 250 é distinto das classificações nacionais e dos rankings mundiais por especialidades. Os números e posições apresentados neste artigo correspondem à lista global dos 250 hospitais.
A excelência começa quando a consciência encontra a vontade de evoluir.
Ronaldo José Damaceno | CEO Acreditare Gestores | Gestor, Consultor e Mentor Executivo em Produção e Qualidade | Escritor dos livros: A Qualidade Fazendo Parte de Você! Acredite, Você Pode Ter Alta Performance! O Amor Pela Excelência
Excelência vai além de processos. Ela nasce na forma como você pensa, age e entrega. Quando essa prática é vivida com consistência e propósito, a qualidade e alta performance deixa de ser esforço e passa a fazer parte da sua identidade. É nesse momento que ela se revela, como expressão de quem você se tornou. Porque, no final, excelência é você.
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