Artigos

Em Jornalismo, um artigo é um texto eminentemente opinativo — mais que informativo — publicado (ou veiculado) em seção destacada do conteúdo noticioso. Os autores recorrentes de artigos são chamados de articulistas.

Antes de ser acreditado, você precisa acreditar

Antes da Empresa ser Acreditada é preciso Acreditar em Você

Newsletter Acreditare Gestores | São Paulo, 11/06/2023

No setor de saúde, a busca por serviços de qualidade e segurança é uma preocupação constante tanto para os pacientes quanto para os profissionais envolvidos. Diante disso, a acreditação tornou-se um importante indicador de excelência e confiança no mercado de saúde. Surpreendentemente, apenas 6,5% das empresas do setor são acreditadas atualmente. Este artigo explora a importância da crença na saúde e destaca como as empresas que passam por esse processo detêm os melhores índices de crescimento no mercado.

O significado da acreditação em saúde

A acreditação em saúde é um processo voluntário no qual uma instituição de saúde é avaliada por um órgão independente e reconhecido. Essa avaliação abrange uma série de critérios, incluindo a qualidade do atendimento, segurança do paciente, gestão organizacional, recursos humanos e infraestrutura. A obtenção de uma acreditação é um sinal de compromisso com a qualidade e melhoria contínua.

Apenas 6,5% das empresas são acreditadas

Apesar dos benefícios associados à acreditação, um número surpreendentemente baixo de empresas de saúde opta por passar por esse processo. Apenas 6,5% das empresas são acreditadas, o que indica uma lacuna significativa entre as organizações que buscam atender aos mais altos padrões de qualidade e segurança e aqueles que ainda não o fazem.

Consultoria em Acreditação

Vantagens da acreditação em saúde

As empresas de saúde que obtiveram acreditação desfrutaram de diversas vantagens competitivas. Primeiramente, a acreditação é um reconhecimento externo da qualidade e segurança dos serviços prestados. Isso aumenta a confiança dos pacientes e de outras partes interessadas, que tendem a preferir organizações acreditadas.

Além disso, a acreditação incentiva a melhoria contínua. Durante o processo de acreditação, as empresas são avaliadas em relação a padrões rigorosos. Isso estimula a identificação de áreas de melhoria e implementação de medidas corretivas, levando a uma cultura organizacional voltada para a qualidade.

Os melhores índices de crescimento no mercado

Uma atração interessante tem sido observada no mercado de saúde: as empresas acreditadas tendem a apresentar os melhores índices de crescimento. Essa tendência pode ser atribuída a vários fatores. Em primeiro lugar, a confiança de excelência e qualidade alcançada por meio da acreditação atrai um maior número de pacientes e clientes em potencial. A preferência por serviços acreditados cria uma demanda crescente para essas empresas.

Além disso, a acreditação também contribui para a eficiência operacional. As organizações que passam pelo processo de acreditação são incentivadas a otimizar seus processos internos, supervisionando custos e aumentando a eficiência. Isso resulta em uma melhor gestão financeira e, consequentemente, em melhores índices de crescimento no mercado.

Outro fator relevante é o acesso a parcerias estratégicas. As empresas acreditadas geralmente têm mais facilidade em estabelecer colaborações com outras instituições de saúde, certificados e fornecedores, o que amplia suas oportunidades de negócios e expansão.

Conecte-se a Acreditare Gestores

Expertise que garante resultados superiores

Um nome que se destaca no cenário das acreditações em saúde é o de Ronaldo José Damaceno. Com uma ampla experiência no setor, Damaceno desempenhou um papel fundamental ao representar 11,8% dessas acreditações. Ele atuou como gestor de qualidade em diversas instituições, trazendo sua expertise para implementar e aprimorar os processos necessários para obter a acreditação.

Além disso, como consultor pela RD Consultoria e Acreditare Gestores, Damaceno ofereceu suporte e orientação a várias organizações em seu caminho para a acreditação. Sua contribuição também se estendeu à função de auditor, desempenhando um papel ativo no processo de acreditação. Damaceno participou dos testes de validação do manual ONA, atendendo a perfeição dos critérios e garantindo a qualidade e consistência das estimativas.

A trajetória de Ronaldo José Damaceno rumo ao sucesso nas acreditações em saúde foi pavimentada por sua ampla experiência na equipe assistencial. Sua vivência no atendimento direto aos pacientes e sua atuação na enfermagem permitiram a ele entender os desafios e as necessidades do setor de saúde em sua essência. Essa experiência enriqueceu a Damaceno uma visão privilegiada das práticas de qualidade e segurança que são essenciais para obter a acreditação.

Além disso, Damaceno traz consigo um conhecimento abrangente em outros aspectos-chave das empresas de saúde. Sua atuação na parte de licenciamento foi fundamental para compreender as regulamentações e exigências legais que permeiam o setor. Como gestor de compras, ele aprendeu a importância de selecionar os fornecedores certos e garantir a qualidade dos produtos e serviços utilizados na assistência. Sua experiência como gestor de manutenção permitiu que ele compreendesse a importância da infraestrutura adequada e do ambiente seguro para os pacientes.

Além disso, Damaceno desempenhou papéis de destaque como gerente de contas médicas, lidando com as complexidades financeiras do setor de saúde, e como diretor executivo em saúde por 15 anos, proporcionando uma visão abrangente e estratégica do funcionamento das organizações de saúde.

A combinação de todas as experiências em diferentes áreas da saúde contribuiu para a expertise de Damaceno na busca pela acreditação. Sua capacidade de compreender os múltiplos aspectos e desafios das empresas de saúde tornou-o um profissional valorizado e um aliado fundamental para aqueles que buscam a excelência e o sucesso no processo de acreditação.

Outra questão importante a ser abordada é a complexidade de implementar um sistema de gestão da qualidade na área da saúde. Uma das maiores dificuldades nesse processo é adotar uma visão sistêmica, emocional para a abordagem de processos e o desenvolvimento de times autodirigidos. No setor de saúde, onde o nível de formação universitária é superior e todos os profissionais desempenham um papel crucial na relação com o cliente, é essencial ter expertise em gestão e desenvolvimento de pessoas para alcançar uma alta performance organizacional.

A implementação de um sistema de gestão da qualidade efetivamente requer uma mudança de mentalidade e uma abordagem integrada. É necessário enxergar a organização como um conjunto de processos interconectados, nos quais cada etapa e cada membro da equipe desempenham um papel fundamental para o sucesso do todo. Isso exige uma compreensão profunda dos processos envolvidos, identificação de pontos de melhoria e implementação de ações corretivas e preventivas.

Conheça AcreditaQ e melhore a sua credibilidade com os clientes!

Além disso, é fundamental desenvolver times autodirigidos, nos quais os profissionais têm autonomia e responsabilidade para tomar decisões e contribuir ativamente para a melhoria contínua. Isso requer uma cultura organizacional que incentive a participação, o engajamento e o desenvolvimento de habilidades de liderança em todos os níveis hierárquicos.

A expertise em gestão e desenvolvimento de pessoas desempenha um papel crucial nesse contexto. É necessário contar com líderes capazes de promover um ambiente de trabalho colaborativo, estimular o aprendizado e o crescimento profissional, e garantir que cada membro da equipe esteja atento aos objetivos estratégicos da organização. Investir na capacitação e no desenvolvimento das habilidades de gestão dos profissionais de saúde é essencial para enfrentar esses desafios e alcançar uma alta performance organizacional.

Em resumo, implementar um sistema de gestão da qualidade na saúde requer uma abordagem sistêmica e orientada para processos, além do desenvolvimento de times autodirigidos. A expertise em gestão e desenvolvimento de pessoas desempenha um papel fundamental nesse processo, permitindo que as organizações de saúde alcancem altos níveis de qualidade e excelência na prestação de serviços.

Conheça Acreditare GES – Gestão Executiva em Saúde

Conclusão

A acreditação em saúde desempenha um papel fundamental no setor, proporcionando confiança aos pacientes e stakeholders e impulsionando a melhoria contínua das organizações. Apesar disso, apenas uma pequena porcentagem de empresas de saúde busca a acreditação.

Os benefícios de se tornar uma empresa acreditada são alcançados, desde o aumento da confiança e preferência dos pacientes até a melhoria da eficiência operacional e da obtenção de estratégias estratégicas. Além disso, as empresas acreditadas têm se destacado no mercado, apresentando os melhores índices de crescimento.

Diante dessas evidências, é essencial que as empresas de saúde considerem seriamente a importância da acreditação e invistam nesse processo. Acreditar no valor da qualidade e segurança é o primeiro passo para se tornar uma referência no mercado e alcançar o sucesso sustentável.

Saiba mais

Leia mais no blog

Antes da Empresa ser Acreditada é preciso Acreditar em Você Read More »

Dicas para obter Resultados Superiores

Dicas para Gestores de como conquistar resultados superiores

Ronaldo José Damaceno, 07/06/2023

“Atinja resultados superiores: descubra o poder da prática de conhecimentos constantes, da análise crítica para estabelecer melhorias, a correção dos desvios com objetivo de alcançar o sucesso que você deseja!”

pratique, analise e corrija os desvios para obter resultados superiores

Todos nós aspiramos alcançar resultados superiores em nossas vidas, seja em nossas carreiras, habilidades artísticas ou metas pessoais. No entanto, apenas ter metas não é suficiente. Para realmente atingir um nível de excelência, é necessário um compromisso contínuo de praticar com dedicação e corrigir os desvios ao longo do caminho. Neste artigo, exploraremos a importância da prática constante e da análise crítica na busca de resultados superiores e como esses elementos se complementam para sustentar o sucesso.

Pratique constantemente os conhecimentos e habilidades:

A prática é a base para o aprimoramento de qualquer habilidade. É através da repetição e do esforço contínuo que podemos desenvolver e aperfeiçoar nossas habilidades. Ao praticar regularmente, estamos fortalecendo as conexões neurais relacionadas à habilidade, tornando-a mais natural e eficiente. A consistência na prática também nos permite enfrentar desafios maiores, superar obstáculos e melhorar nosso desempenho ao longo do tempo.

Defina objetivos e estabeleça metas:

Para obter resultados superiores, é fundamental estabelecer metas claras e específicas. Uma meta bem definida nos dá uma direção clara e nos ajuda a medir nosso progresso ao longo do caminho. Ao estabelecer metas, devemos considerar o que queremos alcançar, em que prazo e como planejamos avaliar nosso sucesso. Ter uma meta clara em mente nos mantém motivados e nos impulsiona a trabalhar com afinco para alcançar os resultados desejados.

Análise criticamente os resultados:

A análise crítica é uma parte essencial do processo de melhoria. Envolve uma revisão cuidadosa e objetiva do nosso desempenho, identificando áreas de força e fraqueza. Ao realizar uma análise crítica, podemos identificar desvios em relação à nossa meta estabelecida e entender onde precisamos fazer ajustes. Isso nos permite desenvolver estratégias para superar obstáculos, corrigir erros e aprimorar nossas habilidades.

Pratique a correção dos desvios das metas:

A prática e a correção de desvios são dois elementos que se complementam e impulsionam resultados superiores. Através da prática constante, ganhamos habilidade e fluidez, enquanto a correção de desvios nos ajuda a aprimorar e refinar nosso desempenho ao longo do tempo. Ao identificar desvios em relação à nossa meta, podemos ajustar nosso caminho, adotar abordagens diferentes e aprender com nossos erros. A combinação da prática e correção de desvios nos impulsionam a alcançar resultados superiores

Conclusão:

Alcançar resultados superiores requer um compromisso constante de praticar e corrigir desvios com base na meta estabelecida e na análise crítica. A prática nos ajuda a desenvolver habilidades, aprimoramos nosso desempenho e nos tornamos mais proficientes em nossa área de interesse. No entanto, apenas praticar não é suficiente. A análise crítica nos permite avaliar nosso progresso, identificar áreas que precisam de ajustes e desenvolver estratégias para melhorar. Através dessa combinação poderosa, podemos sustentar nosso sucesso e alcançar resultados superiores.

Portanto, ao estabelecer metas claras, comprometer-se com a prática regular e aplicar uma análise crítica objetiva, estamos abrindo o caminho para o crescimento pessoal e para o sucesso. Lembre-se de que o caminho para resultados superiores pode ser desafiador, mas com dedicação, paciência e tolerância, podemos alcançar um patamar mais elevado.

Então, comece hoje mesmo. Defina suas metas, mergulhe na prática, esteja aberto à análise crítica e não tenha medo de ajustar seu curso. Através desse processo contínuo de aprimoramento, você estará no caminho para obter resultados superiores e alcançar novos patamares de sucesso. Mãos à obra e lembre-se de que a jornada em direção aos resultados superiores.

Leia também:

Qualidade é estar ligado às expectativas do cliente

Apaixone-se pelo processo e os resultados aparecerão

Qualidade: um caminho mais fácil para obter sucesso Descubra como se motivar para a qualidade

Qualidade: um caminho mais fácil para obter sucesso

Descubra como se motivar para a qualidade

Ame seu sonho e não espere aprovação

Onde há vontade, há chance de dar certo!

Faça acontecer se quiser obter resultados superiores

Crie o seu caminho e siga-o

Qualidade realça suas diferenças de alta performance

Diferença se faz com competência

Diferença se faz com persistência

Alta performance: qualidade separa os melhores dos bons

Qualidade valoriza o seu talento

Qualidade é fácil de ser percebia

Melhore seus resultados

Faça a diferença diariamente

Qualidade faz a diferença para quem tem

Apoio

Dicas para Gestores de como conquistar resultados superiores Read More »

Implemente um SGQ na sua empresa

Implemente um Sistema de Gestão da Qualidade na sua empresa

Por Ronaldo José Damaceno – São Paulo, abril/2023

“Aumente a eficiência e a satisfação do cliente: Descubra como implementar um Sistema de Gestão da Qualidade em sua empresa agora mesmo!”

Este artigo apresenta os benefícios de um Sistema de Gestão da Qualidade e as etapas e processos necessários para sua implementação eficaz, aumentando a eficiência e a satisfação do cliente em sua empresa.

Antes de mais nada, se faz necessário explicar alguns conceitos, com objetivo de deixar transparente as diferenças dentro de um processo de Acreditação. Segue abaixo definições relevantes para a compreensão do que vem a ser Sistema de Gestão da Qualidade:

Acreditação: é um processo de avaliação realizado por uma entidade especializada e reconhecida, que visa atestar a qualidade, competência e confiabilidade de uma organização, programa, curso, serviço ou profissional em relação a certos critérios ou normas protegidas.

Qualidade: é um processo de avaliação realizado por uma entidade especializada e reconhecida, que visa atestar a qualidade, competência e confiabilidade de uma organização, programa, curso, serviço ou profissional em relação a certos critérios ou normas protegidas.

Leia mais sobre esse artigo

Gestão da Qualidade: é um conjunto de práticas e metodologias que visam garantir a excelência na produção de bens e serviços. Essa área é fundamental para as empresas que buscam se destacar no mercado e conquistar a satisfação de seus clientes.

Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ): é um conjunto de processos, procedimentos e políticas que as empresas implementam para garantir que seus produtos ou serviços atendam aos requisitos e expectativas dos clientes, além de cumprir com as regulamentações cabíveis. Esses sistemas são importantes para garantir a qualidade dos produtos ou serviços e para manter a competitividade das empresas no mercado.

SGQ ISO 9001:2015
Esquema do SGQ ISO

Os princípios de um sistema de gestão da qualidade

Um sistema de gestão da qualidade é calcado em alguns princípios fundamentais, que incluem:

  • o foco no cliente;
  • o comprometimento da liderança;
  • o envolvimento dos colaboradores;
  • a abordagem sistêmica de processos;
  • a cultura para melhoria contínua; e
  • a abordagem voltada para evidência objetiva.

Esses princípios são a base para a implementação de um SGQ – Sistema de Gestão da Qualidade eficaz.

Detalhando melhor esses princípios

Foco no cliente: a satisfação do cliente é a chave para o sucesso de uma empresa. O SGQ deve estar focado em atender às necessidades e expectativas dos clientes, bem como em superá-las.

Comprometimento da Liderança: a liderança é essencial para o sucesso de um SGQ. A alta administração deve demonstrar comprometimento e liderança na implementação do SGQ, além de fornecer recursos adequados para sua implementação e manutenção.

Envolvimento dos colaboradores: todos os colaboradores da empresa devem estar envolvidos no SGQ, desde a alta administração até os funcionários de linha de frente. Isso ajuda a garantir que o SGQ seja implementado de maneira eficaz e que todos entendam a importância da qualidade em suas funções.

Abordagem sistêmica de processos: o SGQ deve ser baseado em processos e em uma abordagem sistemática para identificar, entender e gerenciar os processos necessários para atender às necessidades dos clientes e alcançar os objetivos da empresa.

Cultura para melhoria contínua: o SGQ deve ser orientado para a melhoria contínua. A empresa deve estar sempre buscando maneiras de melhorar seus processos, produtos e serviços para atender melhor às necessidades dos clientes e aumentar sua eficiência.

Abordagem voltada para evidência objetiva: as decisões tomadas no SGQ devem ser certificadas em comprovativo. Isso significa que as informações devem ser coletadas, planejadas e utilizadas para tomar decisões decisivas sobre como melhorar o SGQ.

Implementação do sistema de gestão da qualidade

A implementação de um SGQ envolve várias etapas, incluindo o planejamento, a implementação, a monitorização e a revisão.

Planejamento: é a primeira etapa da implementação do SGQ. Isso envolve a definição das políticas institucionais, dos objetivos do SGQ, a identificação dos processos críticos e a definição dos indicadores de desempenho para monitorar o sucesso do SGQ.

Implementação: depois que o planejamento estiver concluído, a empresa pode começar a implementar o SGQ. Isso envolve a definição dos procedimentos necessários para atender aos requisitos do SGQ e desses procedimentos para toda a organização.

Monitorização: depois que o SGQ for implementado, é importante monitorar, analisar e criticar os resultados obtidos para encontrar oportunidades de melhorias. A empresa deve monitorar continuamente o SGQ para garantir que ele esteja funcionando conforme planejado e que esteja atendendo aos objetivos definidos. Isso pode ser feito por meio de auditorias internas, análise de dados de desempenho e feedback dos clientes.

Revisão: a revisão do SGQ é uma etapa crítica para garantir que o sistema esteja sempre em conformidade e seja eficaz. A empresa deve realizar revisões regulares do SGQ para identificar oportunidades de melhoria e fazer ajustes necessários para melhorar a eficácia do sistema.

Essas etapas são cíclicas e devem ser repetidas continuamente para garantir uma melhoria contínua do SGQ. A implementação bem-sucedida de um SGQ requer comprometimento e envolvimento de toda a organização, desde a alta administração até os colaboradores de linha de frente.

A certificação é outra etapa considerada opcional e consiste na obtenção de uma certificação de um organismo externo, que atesta que a empresa está em conformidade com os requisitos de um determinado padrão de qualidade. As certificações mais comuns na área da saúde são: a ISO 9001, ONA, PALC, DICQ, PADI, CAP, JCI, dentre outras.

Em resumo, um SGQ envolve a implementação de um conjunto de processos e procedimentos que visam garantir que os produtos ou serviços de uma empresa atendam aos requisitos e expectativas dos clientes, além de cumprir com as regulamentações satisfatórias. As etapas de planejamento, implementação, monitoramento e avaliação, revisão e melhoria, e certificação são fundamentais para garantir a eficácia e a sustentabilidade do SGQ.

Vídeo de Consultoria em Acreditação

Leia o artigo a importância de um sistema de gestão da qualidade na saúde, elaborado por seu fundador Ronaldo José Damaceno e escritor do livro A Qualidade Fazendo Parte de Você!

Leia mais

Implemente um Sistema de Gestão da Qualidade na sua empresa Read More »

7 estratégias para ampliar faturamento

7 Estratégias para aumentar faturamento em clínicas de saúde

Por Ronaldo José Damaceno, São Paulo – abril/2023

“Descubra as soluções definitivas para aumentar o faturamento de sua clínica de saúde agora mesmo!”

Leia o artigo da Acreditare Gestores e saiba mais

O faturamento é um indicador importante para as clínicas de saúde, pois é o que garante a sustentabilidade do negócio e a possibilidade de investir em melhorias e crescimento. No entanto, muitas clínicas enfrentam desafios para aumentar seu faturamento e manter uma margem de ganho saudável. Felizmente, existem diversas soluções que podem ajudar a resolver essa questão. Segue abaixo 7 estratégias criadas pela Acreditare Gestores, que são efetivas para aumentar faturamento em clínicas de saúde:

Número de Médicos no Brasil atual
Leia o artigo da Acreditare Gestores e descubra com cresceu o número de médicos no Brasil em 2023 e qual o impacto disso para o faturamento

1)  Oferecer pacotes de serviços

Uma das principais soluções para aumentar o faturamento das clínicas de saúde é a expansão do leque de serviços oferecidos. Ao oferecer serviços complementares e especializados, a clínica pode atrair mais pacientes e aumentar sua receita. É importante avaliar quais serviços são mais demandados pela região onde a clínica está localizada e quais complementam os serviços já oferecidos.

2)  Investir em marketing digital

Outra solução é investir em marketing e comunicação para divulgar a clínica e seus serviços. É fundamental criar uma presença online forte, com um site informativo e atualizado, além de estar presente nas redes sociais. Também é importante investir em campanhas de anúncios online e em ações de relacionamento com os pacientes, como e-mails e newsletters.

3)  Realizar parcerias com outras empresas da área da saúde

A adoção de tecnologias também pode ajudar a aumentar o faturamento da clínica. Por exemplo, um software de gestão pode otimizar processos internos, reduzir erros e aumentar a eficiência da clínica como um todo. Além disso, a telemedicina pode expandir o alcance da clínica, permitindo atender pacientes de outras regiões e ampliar sua base de clientes.

Treinamento Acreditare Gestores: Alavanque seu Negócio
Saiba mais

4)  Investir em treinamento e capacitação da equipe

Por fim, é importante investir na capacitação dos profissionais da clínica. Ao oferecer treinamentos e cursos, os profissionais podem se especializar em áreas específicas, aumentando a qualidade dos serviços prestados e atraindo mais pacientes.

5)  Implementar programas de fidelidade

Criar um cartão personalizado da clínica, com descontos para atendimentos particulares, considerando a sua utilização, tempo de cadastro na clínica e indicações de novos clientes.

Um programa de fidelidade com cartão pode trazer diversos benefícios para uma clínica de saúde. Primeiramente, o cartão fidelidade pode aumentar a frequência de visitas dos pacientes, incentivando-os a retornarem mais vezes para acumular pontos e, assim, resgatar recompensas.

Além disso, o cartão fidelidade passa a ser uma forma de coleta de dados dos clientes, permitindo uma melhor compreensão de seus hábitos de consumo. Isso ajudar o marketing da clínica a personalizar o atendimento e criar ofertas mais atraentes.

Outro benefício é a possibilidade de aumentar o engajamento dos pacientes com a clínica nas redes sociais, uma vez que os programas de fidelidade geralmente incluem incentivos para compartilhamento e interação nas mídias sociais.

Por fim, o cartão fidelidade passa a ser uma estratégia eficiente para fidelizar clientes e melhorar a recompensa da clínica, gerando recomendações positivas e aumentando o número de indicações.

Conheça a consultoria Acredita GES – Gestão Executiva em Saúde

6)  Aumentar o valor do ticket médio

Oferecer serviços complementares é uma das maneiras de aumentar o valor do ticket médio. Por exemplo, se uma clínica oferece serviços de fisioterapia, ela pode oferecer sessões adicionais de massagem terapêutica ou venda de produtos para ajudar na recuperação, como bandagens ou bolas de exercício. Além disso, é possível oferecer pacotes de serviços para pacientes que desejam se comprometer com tratamentos de longo prazo, benefícios ou vantagens exclusivas.

Pode-se ainda oferecer a gestantes, imagens e vídeos da evolução do bebê no pré-natal, vender fraudas, roupas de bebê, produtos de hidratação para barriga da mãe, sessões de relaxamento, treinamento para pais e mães sobre o parto, dentre outros.

É possível ainda estabelecer parceria com empresas de transporte, mensageiros, logística, estacionamentos, dentre outros, com objetivo de oferecer conforto ao cliente. Justificando a importância de ouvir, observar, analisar, descobrir necessidades e expectativas deles.

7)  Melhorar a gestão financeira

A gestão financeira eficiente é fundamental para o sucesso de qualquer negócio, e não é diferente para as clínicas e sofrimentos médicos. A seguir, algumas ações que podem ajudar a melhorar a gestão financeira:

  1. Implante gestão à vista: monitorar em tempo real todos os resultados produtivos, para ter certeza que todos serão cobrados e recebidos. É preciso combater a glosa interna, assim como a externa. Controlar os atendimentos sem ônus, as cortesias, os descontos e até mesmo os procedimentos para confirmação de resultados.
  2. Organize as finanças: mantenha um controle rigoroso das receitas e despesas, separando-as por categorias. Isso facilita a identificação de oportunidades de economia e ajuda a planejar o futuro financeiro da clínica.
  3. Implemente um sistema de gestão financeira: utilize softwares de gestão financeira para automatizar processos, facilitar a tomada de decisões e evitar erros humanos. Além disso, um bom sistema permite gerar relatórios precisos e em tempo real, fornecendo informações importantes para a tomada de decisões.
  4. Faça um planejamento financeiro: defina metas financeiras para a clínica e estabeleça um plano de ação para alcançá-las. Isso inclui o controle de despesas, o aumento de receitas e a redução de custos.
  5. Acompanhe os indicadores financeiros: monitore indicadores como lucratividade, rentabilidade e fluxo de caixa para identificar problemas financeiros e tomar decisões mais assertivas.
  6. Combata as despesas com retrabalho e desperdícios: com a redução do atendimento para corrigir problemas operacionais e técnicos da clínica, retrabalho para solucionar falhas de atendimento, atendimento sem ônus para tentar reverter erros, gastos indevidos com ações que o cliente não valoriza.

Com uma gestão financeira eficiente, a clínica poderá aumentar a sua lucratividade, ter mais recursos para investir em melhorias e oferecer serviços de maior qualidade aos doentes.

Obtendo resultados superiores

Em resumo, existem diversas soluções para aumentar o faturamento das clínicas de saúde, desde a expansão dos serviços oferecidos até a adoção de tecnologias, investimento em marketing e comunicação. Cada clínica deve avaliar as soluções mais adaptadas à sua realidade e implementá-las de forma estratégica e consistente, sempre visando oferecer um atendimento de qualidade aos pacientes e garantir a sustentabilidade do negócio.

Clínicas! Alavanque seu Negócio.
Treinamento para Clínicas! Alavanque seu Negócio


Leia mais

Aumentando o Faturamento da sua Clínica

Por que o Planejamento Estratégico é considerado essencial?

Saiba qual importância tem Gestão da Qualidade para Saúde

Saiba como acreditação contribui com serviços de saúde

7 Estratégias para aumentar faturamento em clínicas de saúde Read More »

Ciclo da Análise SWOT

Análise SWOT como ferramenta de gestão

Já mencionei ela em outro artigo, sobre Planejamento Estratégico. Também postei ela em meu Instagram, artes que revelam a sua importância para uma análise mais aprofundada, que quando cruzadas, permite estratégias assertivas, para solucionar problemas e definir ações contundentes para se obter resultados superiores.

SWOTForças FacilitadorasForças Dificultadoras
Análise InternaForças   Quais são seus pontos fortes, principais forças, qualidades, virtudes ou talentos?  Fraquezas   Quais são seus pontos a serem melhorados, principais fraquezas, defeitos ou dificuldades?
Análise ExternaOportunidades   Que oportunidades existem para você aproveitar estas forças e alcançar seus objetivos?Ameaças   Que ameaças existem pelas suas fraquezas que podem impedir você atingir seus objetivos?
Análise SWOT tradicional

Existem diversas maneiras de levantar essas informações, tais como: perguntando e fazendo as anotações das respostas, rodada de brainstorming, encaminhar um questionário online com perguntas para levantar as informações, que batizamos como brainwriting. Pegando os resultados das pesquisas de satisfação dos clientes. Compilando as principais reclamações de clientes.

Analisando a avaliação dos colaboradores ou a avaliação de desligamento do colaborador. Correlacionando as não conformidades e retrabalho. Analisando os atrasos na entrega. Isso seguido de Benchmarking, permite uma comparação com o mercado concorrente, um exercício mágico para visualizar o que pode ser uma oportunidade, como aquilo, que deverá ser encarado como ameaça ao sucesso do negócio. Dentre outras, que você pode adotar.

Essa análise é extremamente necessária e fundamental para identificar o que estamos fazendo, como estamos fazendo, o que está sendo reconhecido e evidenciar de maneira objetiva exatamente onde estamos. Essa avaliação seguida de algumas ferramentas da qualidade, ajudam a realizar uma criteriosa análise sobre o que precisamos melhorar e o que, precisará ser revisto, com mais atenção para se evitar maiores problemas no futuro próximo.

É por permitir essa flexibilidade, que ela se torna uma ferramenta prática de gestão. Sendo utilizada por COACH, MENTORES, CONSULTORES, PSICOLOGOS, dentre outros. Ela permite uma visão sintetizada do problema, além de dar norte, sobre aquilo que poderá ser aprimorado ou até descontinuando.

No Planejamento Estratégico, serve como apoio para definir as estratégias assertivas, após análise das forças e fraquezas internas, seguidas da comparação com a concorrência das oportunidades e possíveis ameaças, considerando os fatores externos. Consegue-se definir prioridades de investimento e esforço, para mudar os resultados de qualquer organização. Considerar os cenários, ajuda a elucidar e definir objetivos que sejam capazes de melhorar a visibilidade do negócio, dentro do mercado em que ele atua.

O segredo aqui, é ser criterioso no estudo das informações. Isso trará clareza, rapidez e objetividade ao plano e os caminhos e/ou estratégias que serão percorridos para se alcançar resultados. Além de permitir estabelecer indicadores de controle e monitoramento do andamento do planejamento, permitindo assim, uma gestão à vista.

No Plano de Marketing ou Comercial, conseguimos adaptar a Análise SWOT, conceito quadrante: alta – baixa; com a ferramenta sugeria por Philip Kotler, no livro Marketing de Serviços Profissionais, que demonstra, se a empresa é Estrela ou Pontos de Interrogação, Vaca leiteira ou Abacaxis. Isto considerando a sua participação no mercado, quanto a sua atratividade do mercado x capacidade de competir.

SWOTForças FacilitadorasForças Dificultadoras
Atratividade do mercadoEstrela   Organização desfruta de elevada participação e que oferece mercados em rápido crescimento  Pontos de Interrogação   Os serviços em que ela desfruta apenas de uma participação reduzida e que oferece a mercados em rápido crescimento.
Capacidade de CompetirVaca leiteira   Os serviços que ela desfruta de elevada participação e oferece mercados que crescem lentamente.Abacaxis   Os serviços em que ela desfruta de uma pequena participação e que são oferecidos a mercados de crescimento lento ou em declínio.
Análise de mercado para Plano de Marketing

São muitas as possibilidades e a criatividade, fica por conta de cada usuário desta ferramenta tão necessária para uma gestão. Eu por exemplo, utilizo, ela para minhas auditorias de terceira e segunda parte em empresas, sobre duas óticas. Uma voltada para descobri o que a empresa deseja sobre a qualidade e outra, sobre o que a empresa deseja sobre resultados.

Análise SWOT adaptada para gestão da qualidade:

Aqui procuro fazer uma correlação dos achados da auditoria. A minha preocupação é identificar o quanto a empresa está madura, ou seja, tem a cultura de fazer certo da primeira vez, com foco em satisfazer o cliente, ou o quanto ela está cumprindo com os requisitos para atingir seu objetivo de ser certificada.

SWOTForças FacilitadorasForças Dificultadoras
Apta para AcreditaçãoPontos Fortes   Quando o que a organização faz com maestria, conquistando a satisfação dos cliente externos e internos  Observação   Apesar da organização fazer algo que considera relevante, existem falhas que se não corrigidas a tempo, prejudicará a avaliação do cliente.
Necessário AdequaçãoOportunidade de Melhorias   A empresa faz algo excepcional, porém existe algo que precisa de ajuste, para atingir a perfeição, com base na boa práticaNão conformidade   Existe um perigo ou até mesmo um risco na concepção do processo, com base em aspectos legais ou normativos, ou até mesmo por descumprir com o proposto ou estabelecido.
Análise dos registros de Auditoria

Análise SWOT adaptada para gestão de resultados:

Esse quadrante, um misto entre as perspectivas do BSC e Análise SWOT, busco verificar como a empresa se volta para resultados, se procura a melhoria para garantir crescimento e sustentabilidade ou se apenas procura se manter viva no mercado.

SWOTForças FacilitadorasForças Dificultadoras
Resultado SuperiorFinanceiro   Quanto ela investe em conhecimento, estrutura e processos, para melhorar a vida do cliente.  Processo   Quanto a empresa dedica para padronização de métodos e procedimentos, com objetivo de transformar os processos em sistemas, para gerar resultados confiáveis.
Resultado LimitadoCliente   O quanto se valoriza o canal do cliente, para adequar produtos, processos e pessoas, na busca por sua satisfaçãoConhecimento   Quanto incentiva as pessoas para aprimorar seu conhecimento, com foco naquilo que se faz, para melhoria de desempenho.
Análise de como a empresa enxerga os resultados

Conclusão:

Dei três exemplos diferentes em que o quadrante Alto – Baixo adotado pela análise SWOT, pode servir e ser adaptada a qualquer realidade de empresa, para melhorar a gestão. Desde o planejamento estratégico, onde é frequentemente utilizada, até para avaliar colaboradores, desempenho, qualidade, marketing, comercial e até para avaliar os resultados.  

Todo gestor deve conhecer a ferramenta se quiser fazer a diferença. Espero que gostem, curtam e compartilhe com amigos. Em breve, quero falar sobre BSC e os mapeamentos estratégicos. Até mais!

Leia mais no blog

As mais lidas no blog

#planejamentoestrategico #mapeamento estratégico #bsc #sowt #5w2h #smart #pdca #gestao

Análise SWOT como ferramenta de gestão Read More »

Por que o planejamento estratégico é considerado essencial para se obter sucesso

Por que o Planejamento Estratégico é considerado essencial?

Por Ronaldo José Damaceno – São Paulo, 25/01/2023

Ciclo PDCA

Em 1950, Willian E. Deming, um dos filósofos da qualidade, defendia a ferramenta idealizada por Walter Andrew Shewhart, denominada como Ciclo PDCAPlan (planejar), Do (fazer), Check (verificar) e Act (agir), como sendo essencial para garantir resultados com qualidade.

A base desta ferramenta está na repetição. Ela é aplicada sucessivamente nos processos para que se busque a melhoria de forma continuada.

Neste contexto, o planejamento, a padronização e a documentação são práticas importantes, assim como medições precisas. Seu foco é a solução de problemas seguindo as quatro fases indicadas pelas letras: PDCA.

Por ser uma ferramenta de uso cíclico, ela também promove a melhoria contínua dos processos.

Mas vamos direto ao tema que me propus a fazer, o Planejamento Estratégico. Deixarei as ferramentas da qualidade, para um próximo artigo, uma vez que elas, podem ser utilizadas, até com muita efetividade na elaboração de um Planejamento Estratégico confiável, seguro e capaz de alcançar resultados superiores.

Lendo o parágrafo acima, é fácil deduzir o quanto, o ato de planejar é determinante para a liderança e para uma gestão estratégica, sendo aplicável a qualquer organização, independente do seu porte ou tamanho. O Planejamento Estratégico é utilizado pelas melhores e maiores empresas, sendo elas, que ditam as regras, dominando o mercado.

É preciso dizer, que Planejamento Estratégico, é um documento formal, que define o melhor caminho a ser seguido por uma organização, para se obter resultados, em um determinado período.

Esse documento serve de bússola para alcançar objetivos estratégicos e diferenciar a empresa, naquilo que se faz.

Isso só é possível, porque define as estratégias, internas e externas, reconhecendo as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, para aquilo que se pretende alcançar. Definindo os objetivos, as metas, os indicadores e as efetivas ações, de curto, médio e longo prazo, para se obter os resultados desejados. Fazendo cumprir com a missão e a visão de futuro, sem ter que renunciar os valores institucionais.

A primeira missão da empresa para elaborá-lo, é se debruçar nos seus dados brutos, com objetivo de transformá-los em indicadores de desempenho, que servirá de parâmetro para elaboração do perfil demográfico. Isso permitirá obter uma compreensão detalhada, da situação em que, a empresa se encontra.

Em posse das informações, fica mais fácil discutir as suas forças e fraquezas, junto a equipe de colaboradores, bem como, analisar as oportunidades e ameaças, junto ao mercado concorrente, ou seja, realizar uma Análise FOFA ou SWOT – Strengths (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportuities (oportunidades) e Threats (ameaças). Ela permite englobar variações e considerar os cenários: interno e externo, para tomada de decisões estratégicas, que sejam capazes de melhorar a visibilidade do negócio, dentro do mercado em que atua.

Vamos compreender essas duas poderosas metodologias, para avançar nosso raciocínio sobre Planejamento Estratégico.

Perfil Demográfico

Vamos entender melhor a importância do perfil demográfico: é uma ferramenta de negócios que identifica várias características quando as empresas tentam definir um segmento de mercado. Características comuns no perfil incluem idade, sexo, renda, tamanho da família e educação. Esse estudo traz dados em forma de indicadores que são relevantes para uma análise crítica da liderança. Segue alguns dados/indicadores comumente utilizados:  

  • quanto produzimos;
  • quanto vendemos;
  • quanto recebemos;
  • quais foram os maiores compradores;
  • quais foram os melhores compradores;
  • em quais regiões eles estão;
  • quanto são pessoas jurídicas e quantas pessoas físicas;
  • qual a faixa etária e sexo das pessoas físicas;
  • qual faixa de idade das empresas e qual a sua classe ou categoria;
  • quais produtos ou serviços estão tendo as melhores saídas;
  • qual o ticket médio; qual o custo médio;
  • quais as principais queixas ou reclamações;
  • qual tempo médio de entrega;
  • qual o cumprimento com que foi estabelecido;
  • qual o grau de satisfação destes clientes;
  • índice de retrabalho; qual a produção por colaborador;
  • tempo de ociosidade;
  • quantidade de colaboradores;
  • efetividade do planejamento financeiro;
  • índice de perda;
  • índice de não conformidades; dentre outros.

Essa análise é extremamente necessária e fundamental para identificar o que estamos fazendo, como estamos fazendo, o que está sendo reconhecido e evidenciar de maneira objetiva exatamente onde estamos.

Essa avaliação seguida de algumas ferramentas da qualidade, ajudam a realizar uma análise criteriosa sobre o que precisamos melhorar e o que, precisará ser revisto, com mais atenção para se evitar maiores problemas no futuro próximo.

Análise FOFA ou SWOT

Análise SWOT com um ciclo

Com base nos dados apurados do perfil demográfico, se faz uma rodada de brainstorming (reunião com a missão de discutir ideias, propostas e sugestões, sem censura crítica dos participantes, para levantar o máximo de palpites possíveis) ou brainwriting (levantamento de informações em questionários, por e-mail, formulários ou mensagens, para levantar o máximo de palpites para uma futura análise crítica).Essas sugestões formarão as forças e fraquezas, que demonstram a visão interna da empresa.

Em segundo momento, se busca olhar, o mercado externo. O objetivo é de comparar os diferenciais e as deficiências da concorrência, que denominamos como Benchmarking. Essa é outra ferramenta amplamente divulgada pela qualidade, que é considerada de boa prática, utilizada com muita frequência pelo mercado. É com ela que definimos as oportunidades e ameaças, ou seja, aquilo que deveremos reforçar como melhoria, para obter êxito e aquilo que deveremos ter atenção, para evitar a descontinuação.

Ao fazermos esse cruzamento, conseguimos definir estratégias acertadas. Aquelas que favorecem as empresas, que garantem os resultados planejados. O segredo aqui, é ser criterioso no estudo das informações. Esse estudo, deve trazer clareza, rapidez e objetividade, para que o plano, dos caminhos e/ou estratégias, possam ser percorridos, sem grandes traumas. Além de permitir estabelecer indicadores de controle e monitoramento do andamento do planejamento, permitindo assim, a gestão à vista.

Elementos Estratégicos

Com essas duas metodologias em prática, que parecem simples, mas que requerem uma especialização, com objetivo de evitar retrabalho, se percebe com clareza, a importância em definir estratégias objetivas para se obter resultados superiores. Porém, o Planejamento Estratégico, não termina aqui. Ainda temos as definições ou a revisão dos elementos estratégicos, aqueles que norteiam a gestão da empresa, com suas Premissas, Missão, Crenças, Valores e Visão de Futuro. São eles, que balizam as decisões estratégicas, as prioridades, permitindo elaborar políticas institucionais para se atingir os objetivos, com metas, responsivas e com os resultados mínimos para se garantir o sucesso.

Elementos Estratégicos

  • Visão, é a maneira pela qual a empresa vê a si própria no futuro, dentro do mercado em que atua, para qual comunidade, qual o meio ambiente, oferecendo quais produtos ou serviços, em quais condições, em qual posição e com qual credibilidade.
  • Crenças, são todas as certezas que formam o caráter e a visão, advindo da cultura que identifica uma empresa no decorrer do tempo.
  • Valores, são as afirmações culturais, originadas nas crenças e que modelam as atitudes e comportamentos. Tanto podem ser coletivos ou individuais e influenciam na visão e missão que a empresa se propõe.
  • Missão, é a proposta que uma empresa faz nas suas relações com o mercado, com a comunidade onde atua e consigo mesma. Deve estar de acordo com a visão de futuro, com os valores e as crenças, bem como, ser passível de realização. É por isso que a missão representa um compromisso maior das atitudes da empresa para com a visão.
  • Objetivo, é aquilo que se pretende alcançar com base em uma estratégia, que fornece o caminho e direciona a empresa.
  • Políticas, são as intenções claras e objetivas daquilo que se pretende fazer para atingir objetivos, dentro de um plano de metas e com indicadores definidos de desempenho.
  • Estratégia, é uma direção, um guia, ou curso de ações que levarão para um determinado resultado, neste caso, para realização da visão de futuro. É o caminho do ponto A para o ponto B.
  • Planos, são as ações que define o que será e como será feito, quem será responsável, em que prazo, em quais condições, com os perigos e riscos definidos, os controles de monitoramento e os resultados esperados.
  • Projetos, são as táticas e as metas para se atingir o resultado.
  • Processos, compreendem um conjunto de atividades voltadas para uma finalidade definida e específica, sejam eles coletivos ou individuais, manuais ou automatizados, compreendidos ou não nos planos e projetos.
  • Ações, aquilo que será feito para atender ao plano.
  • Táticas, aquilo que será realizado para cumprir com o projeto.
  • Metas, quando será realizado, por quem, em qual prazo e em quais condições, com qual objetivo a ser alcançado.
  • Resultado, aquilo que se pretende alcançar.

Cadeia de Suprimentos

Em posse destes dados, finalmente o Planejamento Estratégico começa a ter uma cara de direcionamento para se atingir resultados, porém, ainda podemos avançar em soluções que contribuem com a gestão estratégica da empresa. Vamos a elas.

Definir a cadeia de suprimentos ou “Supply Chain”, que se refere a todas as operações pelas quais um produto passa, desde a matéria-prima até o processo de entrega ao cliente final. Esse é um termo que, traduzido do inglês, significa cadeia de suprimentos. Seu uso é recorrente no segmento logístico e deve ser empregado por qualquer negócio — já que visa atender às principais necessidades e demandas dos clientes.

O “Supply Chain” atua de forma estratégica influenciando todas as pontas da cadeia de suprimentos, desde a programação dos fornecedores até a satisfação do cliente. À medida que o setor se desenvolve, os desafios de entendimento e gestão dos processos com as novas tecnologias crescem na mesma proporção.

O “Supply Chain”, como ressaltado, permite o controle de toda a cadeia de produção e do serviço prestado por todos os fornecedores e demais parceiros envolvidos, o que possibilita a composição de um produto com mais qualidade e a entrega correta ao cliente.

No Planejamento Estratégico, utilizamos a cadeia de suprimentos para analisar em que posição a empresa está no fluxo do dinheiro, bem como, para visualizar e até viabilizar parceiros para alavancar os resultados, mais facilmente.

É preciso agora, categorizar essas estratégias, bem como priorizá-las em ações, que possam ser monitoradas, de maneira alinhada, para se atingir objetivos.

BSC – “Balanced Scorecard”

É um modelo de gestão estratégica que surgiu para desmistificar a visão de que, para obter sucesso, um negócio precisa focar unicamente em indicadores financeiros e contábeis. Ao mesmo tempo, o BSC serve para definir estratégias e desenhar planejamentos de maneira muito mais abrangente.

O principal objetivo do BSC é o alinhamento do planejamento estratégico com as ações operacionais da empresa. Esse objetivo é alcançado pelas seguintes ações: Esclarecer e traduzir a visão e a estratégia – É frequente as organizações possuírem uma visão e estratégias que não são devidamente esclarecidas e discutidas.

O BSC é um método voltado ao gerenciamento da estratégia das empresas. Seu principal objetivo é possibilitar que gestores e equipes trabalhem pensando no futuro (longo prazo), atuando para concretizar ações ou projetos que garantam um crescimento sólido às empresas.

O BSC é baseado em 4 componentes estratégicos (objetivos, metas, indicadores, iniciativas) e 4 perspectivas (financeira, dos clientes, processos internos, aprendizado e crescimento). Vamos entender o que são essas perspectivas:

Perspectiva Financeira

Essa perspectiva analisa os impactos que as decisões estratégicas têm sobre as metas. É preciso que a empresa tenha objetivos financeiros a longo prazo, conectando-os a um plano de ação que se ligue aos processos financeiros, aos clientes, aos processos internos, além dos colaboradores e sistemas. Aqui, os indicadores financeiros são importantes para mostrar se a companhia está na direção certa. Por isso, apesar de o BSC ir além das métricas de finanças, é interessante observar a lucratividade, o faturamento e o aumento de valor.

Perspectiva do Cliente

Essa perspectiva considera tanto a participação da empresa no mercado, quanto a satisfação dos clientes. Para isso, é importante identificar os stakeholders e definir os resultados que serão avaliados, como fidelização, satisfação, rentabilidade, aquisição e participação de mercado. Essa é a área que pensa em características do produto ou serviço (qualidade, funcionalidade, preço), relação com o cliente (relacionamento e experiência de compra), imagem e reputação. Sendo assim, é importante compreender a visão que os clientes têm da empresa.

Perspectiva dos Processos Internos

A qualidade dos processos internos é o foco desta perspectiva, tanto em termos de inovação, quanto de operação e pós-venda. Na prática, isso pode se traduzir em indicadores como produtividade, custo, tecnologia e tempo de desenvolvimento. O ideal é buscar constantemente a excelência dos processos, implementando melhorias e reparando erros ou danos.

Perspectiva do Aprendizado e Crescimento

Essa perspectiva avalia a satisfação interna dos colaboradores. Aqui, é válido observar ativos intangíveis, como engajamento, capacitação e satisfação. Além disso, pode ser interessante medir a rotatividade de colaboradores e os treinamentos implementados. Também entram nessa área os objetivos e medidas de infraestrutura que se mostrarem necessários para atingir resultados com a equipe.

Mapeamento Estratégico

Sendo parte do modelo BSC, um mapa estratégico está intrinsecamente ligado ao tripé missão, visão e valores da empresa. Ou seja, para definir o objetivo principal do negócio, é preciso levar em conta porque a empresa existe, o propósito das suas atividades e os objetivos de curto e longo prazo. Ao mesmo tempo, o BSC serve para definir estratégias e desenhar planejamentos de maneira muito mais abrangente.

O mapa estratégico é um método para colocar em prática o BSC, ou seja, uma representação visual das metas da empresa em 4 perspectivas. Nelas constam as principais ações a serem empregadas e os resultados pretendidos. Com isso, terá um resumo das atitudes a serem tomadas em cada uma, para alcançar os objetivos e seus indicadores de desempenho avaliando se está na direção certa ou não.

Os benefícios do mapa estratégico BSC

Além de definir caminhos, o mapa estimula à cultura do aprendizado, promovendo a melhoria contínua. Também, traz assertividade na alocação dos investimentos, proporciona boas tomadas de decisão e uma análise holística da empresa, além disso:

  • determina a responsabilidade de cada setor para alcançar as metas;
  • informa os objetivos gerais e em comum de todos;
  • facilita o papel de cada um dentro do negócio;
  • conecta ideias para chegar a um resultado;
  • mostra os gargalos e como resolvê-los;
  • oportuniza uma melhor comunicação entre departamentos;
  • auxilia na execução efetiva da estratégia;
  • alinha os objetivos do negócio;
  • estimula a participação de cada colaborador para que seja reconhecido.

Indicadores importantes para medir o sucesso dessa perspectiva são:

  • Rotatividade de colaboradores;
  • Engajamento;
  • Capacitação;
  • Treinamentos;
  • Satisfação.

Método 5W e 2H

O Método 5W2H tem como objetivo principal auxiliar no planejamento de ações, pois ele ajuda a esclarecer questionamentos, sanar dúvidas sobre um problema ou tomar decisões. Assim, seu uso traz benefícios a como facilidade na compreensão de fatos e um melhor aproveitamento de informações.

  • What: o que será feito? (objetivo principal do projeto);
  • Why: por que será feito? (justificativa para o desenvolvimento do projeto);
  • Where: onde será feito? (local de realização do projeto);
  • When: quando será feito? (tempo de execução do projeto);
  • How: como será conduzido? (como será realizado o projeto de maneira mais explicita);
  • How much: quanto custará esse projeto? (qual o valor que será investido para que isso ocorra).

Essa ferramenta ajuda a organizar o que se pretende colocar em prática, através de um plano de ação estruturado e sistêmico. As principais vantagens do plano de ação 5W2H são a praticidade e o fácil entendimento. Além de ter uso simples e objetivo, a ferramenta se destaca por sua eficiência na metodologia. É válido ressaltar que a técnica não precisa ser usada apenas para negócios, mas também pode ser utilizada de forma pessoal.

Método SMART

O Método SMART, trata-se de um acrônimo que significa: Específico, Mensurável, Alcançável, Realista e Oportuno. Assim, uma meta SMART incorpora todos esses parâmetros para focar os esforços e elevar as possibilidades de se atingir um objetivo.

Os objetivos SMART são uma ferramenta que auxilia as empresas e pessoas a definirem metas. Eles funcionam como uma espécie de checklist, possibilitando que cada objetivo seja verificado e avaliado. São, portanto, aspectos quantitativos que devem ser definidos em uma organização.

Ele serve para os mais diversos segmentos, desde negócios voltados a serviços até àqueles que querem criar uma loja virtual. Além disso, os objetivos SMART podem ser utilizados até mesmo em outros aspectos das nossas vidas, como em metas pessoais. De forma prática, objetivos são resultados centrais que se busca alcançar com uma empresa e as metas são estratégias voltadas para chegar até eles, devendo ser traçadas cuidadosamente para alcançá-los, seja a curto ou longo prazo.

Conclusão:

O Planejamento Estratégico é essencial para que as empresas caminhem em direção ao objetivo desejado, evitando atalhos ou atrasos. Além disso, contribui para uma visão unificada, independente de quem: cargo ou função, viabilizando o engajamento das pessoas, o monitoramento e acompanhamento das ações, com a possibilidade de ajustes, no tempo exato.

Qualquer empresa ou negócio, precisa de um planejamento estratégico, é de fundamental importância o pensamento de curto, médio e longo prazo. Empresas que utilizam, crescem independente das situações de mercado, se tornam valiosas e necessárias para seus clientes.  

Bibliografias

  • Planejamento Estratégico e Operacional em Saúde; Martinho, Eduardo; Airton Viriato; Paulo Roberto Sagatelli Camara; FBAH
  • As estratégias do olho de tigre; Grinberc, Renato – Editora Gedante, 6 edição
  • Mapas Estratégicos, Balanced Scorecard; Robert S. Kaplan e David P. Norton – Campus
  • Planejar para Crescer , Editora Escola de Negócios.
  • 12 Elementos da Gestão de Excelência; Rodd Wagner e James K. Harter, Sextante.
  • Leia mais no blog

Leia mais no blog

As mais lidas no blog

#planejamentoestrategico #mapeamento estratégico #bsc #sowt #5w2h #smart #pdca #gestao

Por que o Planejamento Estratégico é considerado essencial? Read More »

Arte divulgação Interação de Processos como ferramenta de gestão

Interação de processos como ferramenta de Gestão

Por Ronaldo José Damaceno, São Paulo, 15/12/2022

Quando escrevi o artigo Interação de Processos de Gestão da Qualidade, Gestão de Pessoas e Gestão de Riscos, recebi e-mail e mensagens de amigos, que trabalham em atividades diferentes à Gestão da Qualidade, perguntando o que seria Interação de Processos. Tendo isso, resolvi elaborar esse documento, com objetivo de definir o significado e demonstrar o quanto essa atividade é essencial para Obter Resultados Superiores nas organizações.

Quando uma Organização (empresa) participa de um processo de Acreditação, descobrimos que interação de processos é um requisito normativo e amplamente avaliado no processo de auditoria de terceira parte. É comum auditores relatarem achados da auditoria como NC – Não Conformidades, OB – Observações e OM – Oportunidades de Melhorias, tais como:

Conheça Acreditare Gestores

Essa linguagem faz qualquer representante ou responsável pela direção, ter dor de cabeça na justificativa do achado. Isso ocorre, porque existe subjetividade nos requisitos, dificultando a prática e que nem sempre, os documentos estabelecidos, definem evidencias objetivas dessas interações. Em outras palavras, se criam documentos maravilhosos, porém quando questionado ao time, é frágil a aplicabilidade deles. O que os gestores ainda não perceberam, é o quanto a Interação de Processos é essencial para Obter Resultados Superiores na busca pela satisfação dos clientes, internos e externos. É ela que demonstra a real cultura da empresa para um amadurecimento no Sistema de Gestão da Qualidade.

PDCA SGQ - Sistema de Gestão da Qualidade da Norma ISO-9001:2015
PDCA SGQ Norma ISO9001:2015

As Normas Acreditadoras ou Certificadoras determinam requisitos claros sobre Abordagem de Processo e incentiva sua adoção no desenvolvimento, implementação e melhoria da eficácia do Sistema de Gestão da Qualidade. Abordagem de Processo é um dos Princípios da Qualidade no qual evidencia que uma organização apresenta resultados consistentes e previsíveis quando é gerida por processos que estão interligados entre si.

Muitos gestores desenham processos começando e terminando em si, uma clara e típica interpretação equivocada sobre abordagem e Mapeamento de Processo. É preciso compreender alguns conceitos para utilizar a ferramenta adequada, vamos a elas:

  1. Sistema é um conjunto de processos inter-relacionados para gerar resultados para a empresa;
  2. Processo é um conjunto de procedimentos executados para gerar resultados esperados ao processo;
  3. Procedimentos é um conjunto de atividades executadas para garantir que os resultados esperados ocorram dentro dos requisitos estabelecidos;
  4. Atividades é um conjunto de tarefas que devem ser realizadas para que o processo chegue resultado ao resultado esperado.
  5. Tarefas é um conjunto de compromissos assumidos que devem ser realizados para cumprir com uma atividade.

Seguindo à risca essa definição, um Processo recebe um produto ou informação, que é transformado em um resultado, agregando valor para outro. Após a execução das etapas dos procedimentos, atividades e tarefas.

Mapeamento de processos chaves
Mapeamento de processos chaves de uma empresa

A Interação de Processos, são os requisitos estabelecidos entre as partes (pessoas, processos, fornecedores e serviços de apoio) envolvidas que devem ser cumpridos para que o resultado de um, não afete o outro.

Para evidenciar essas Interação de Processos, gestores definem tabelas de requisitos de entrada e saída, em seus documentos de gestão, mas raramente discutem com a liderança ou provoca Reunião de Análise Crítica destes resultados com as Partes Interessadas.

Modelo resumido de SIPOC para mapeamento de processos
SIPOC como Mapeamento de Processos

O ideal para garantir a cultura da qualidade, seria de discutir com as Partes Interessadas de cada processo, quais requisitos e critérios deverão ser seguidos, para que haja a satisfação interna e estabelecer processos de melhoria contínua.

Modelo de Interação de Processos resumida
Interação de processos como modelo

As atas de reuniões devem ser transformadas em Acordos Estabelecidos entre Processos, com compromisso de que qualquer mudança que seja relevante, podendo alterar o resultado, que se discuta antes de colocar em prática as alterações.

Definir os Indicadores de Performance (KPI´s) junto ao mapeamento de processos, é essencial para fazer o acompanhamento. Esses indicadores servirão para medir e avaliar o desempenho do processo, com intuito de verificar o atendimento aos objetivos e metas estabelecidos.

É recomendável definir durante o Mapeamento de Processo, os perigos e riscos de cada atividade, para que treinamentos sejam desenvolvidos, com objetivo de manter equipe alerta e preparada para lidar com situações adversas ao resultado esperado.

Benefícios do Mapeamento de Processos e gerir suas interações

  • redução de tempo e retrabalhos das rotinas diárias;
  • aumento da eficácia na execução das atividades;
  • identificar e reforçar as iterações entre setores (fornecedores/clientes internos)
  • Identificação dos gargalos operacionais;
  • Identificação dos riscos envolvidos no processo;
  • Estimativa dos recursos de cada processo (tempo, pessoas, infraestrutura, entre outros)

Definições

Utilizarei algumas definições para elucidar melhor a importância destas palavras para que o RS – Resultados Superiores apareçam.

Abordagem de Processo

Compreende a definição e a gestão sistemáticas dos processos e suas interações para atingir os resultados esperados de acordo com a política da qualidade e com o direcionamento estratégico da organização.

Mapeamento de Processo

É uma ferramenta que faz uma sequência lógica dos fluxos, etapas e objetivos dos processos de uma organização, permitindo uma clareza maior do andamento de uma empresa, sendo possível visualizar as etapas como um todo, observando o início, o meio e o fim.

Processo

Pode ser definido como ação continuada; realização contínua e prolongada de alguma atividade; seguimento, curso, decurso. Sequência contínua de fatos ou operações que apresentam certa unidade ou que se reproduzem com certa regularidade; andamento, desenvolvimento, marcha. Por ser apaixonado pela simplicidade, definirei processo como um conjunto de atividades realizadas para atingir um determinado resultado.

Interação de Processos

Quando buscamos no dicionário, concluímos que interação é a influência mútua de processos inter-relacionados, ação mútua ou compartilhada entre dois ou mais processos ou indivíduos. Podemos definir ainda que é a comunicação entre as pessoas e processos que convivem, para agregar valor aquilo que se faz.

Ter uma gestão integrada é buscar uma sinergia na interação entre esses processos e para isso, é preciso estudar um pouco o relacionamento entre clientes e fornecedores internos (partes interessadas). Na verdade, temos que ter muito claro qual é o resultado esperado dos processos (produtos ou serviços), ou seja, qual a entrega do meu processo para com o meu cliente.

Sendo assim, podemos resumir que interação de processos, é a descrição clara e objetiva dos requisitos de entrada e saída para agregar valor ao resultado esperado no cumprimento das atividades estabelecidas.

Partes Interessadas

Identificar as partes interessadas, os indivíduos, setores ou empresas, que afetam direta ou indiretamente o resultado esperado do processo, sendo afetados por ele, de forma positiva ou negativa, devem ocorrer durante o mapeamento de processos, bem como estabelecido os critérios nos acordos de interação de processos, que havendo mudanças nas atividades, pessoas ou equipamentos, que seja analisada antes de efetuar as alterações, garantindo assim que os resultados esperados ocorram.

Análise das partes interessadas é o processo pelo qual você identifica seus principais interessados ​​e ganha seu apoio.

Análise dos impactos dos processos terceirizados: quando a parte interessada é um terceiro em um processo, ou seja, aquele que executa parte do processo em ambiente fora da organização, mas que pode alterar o resultado esperado final do processo.

Um bom gerenciamento das partes interessadas pode evitar conflitos, gerar maior envolvimento e com isso fazer com que se sintam parte, contribuam com suas perspectivas e adicionem valor ao resultado.

Exemplos comuns de partes interessadas:

  • Clientes.
  • Governo.
  • Fornecedores.
  • Órgão regulamentadores.
  • Funcionários.
  • Sócios/acionistas.
  • Comunidade.
  • Concorrentes.

Organização (empresa)

É um sistema formado por diversos setores/departamentos e por um conjunto de processos, em que há interação e interdependência entre eles. Gerenciar esses processos entendendo essa interdependência contribui muito para que o resultado alcançado seja exatamente o esperado e que mediante monitoramento contínuo, com estatísticas, pode-se aperfeiçoá-lo para Obter Resultados Superiores.

Gestão da Qualidade

É um conjunto de estratégias e ações que as empresas adotam de forma coordenada e sistematizada com o objetivo de melhorar de forma contínua seus produtos e processos. É interessante ressaltar que essa gestão não se concentra apenas na parte interna da empresa: ela se estende a toda cadeia produtiva, envolvendo fornecedores, parceiros e distribuidores.

Sistema de Gestão da Qualidade

Podemos definir como conjunto de processos, que seguem a metodologia PDCA – Planejar, Fazer, Controlar e Agir, em que quando executados de maneira sistêmica e organizada, mediante o comprometimento da alta gestão, consegue garantir o resultado esperado pela organização, que pretender obter credibilidade, confiabilidade, segurança e a satisfação do cliente.

Acreditação

É um método de avaliação e certificação que busca, por meio de padrões e requisitos previamente definidos, promover a qualidade e a segurança das empresas avaliadas. Para ser acreditada, a organização precisa comprovadamente atender aos padrões definidos pela Norma escolhida de certificação.

Normas Acreditadoras ou Certificadoras

Conjunto de critérios e requisitos planejados para que uma vez seguidos pela organização, essa conseguirá obter os resultados desejados, que têm estabelecido e implementado um Sistema de Gestão da Qualidade, assegurando a segurança, credibilidade e confiabilidade da organização.

RS – Resultados Superiores

São resultados traçados acima da meta estabelecidas, considerando a linha de tendência, com ações preventivas e corretivas, para ampliar o resultado esperado ou desejado de um processo.

Obter Resultados Superiores

Slogan da Acreditare Gestores que defende que todo resultado obtido, desde que analisado criticamente, com base em evidências estatísticas, pode ser aprimorado, alacando seu desempenho em para no novo ciclo de tempo.

NC – Não Conformidades

São os achados em uma auditoria que evidenciam o não atendimento de um requisito pré-estabelecido, sejam eles por fatores externos (normas certificadoras, normas legislativas, leis) ou fatores internos (procedimentos documentados, critérios, regimento interno, regras criadas pela empresa).

OB – Observações

São os achados de uma auditoria que possuem tendência de se agravar e virar uma não conformidade, necessitando atenção especial da empresa avaliada.

OM – Oportunidades de Melhorias

São os achados de auditoria com base em boas práticas que o auditor tem por experiência, que uma vez seguidas, contribuirá com a melhoria da empresa avaliada.

Princípios da Qualidade

  1. Foco no cliente.
  2. Liderança.
  3. Envolvimento das pessoas.
  4. Abordagem de processo.
  5. Tomada de decisão baseada em evidência.
  6. Melhoria contínua.
  7. Gestão de Relacionamento.

Reunião de Análise Crítica

São as reuniões programadas pela alta gestão com foco em discutir os resultados obtidos no mês ou no período definido como necessário para avaliar um ciclo, que pode ser bimestral, trimestral ou semestral. Os números são apresentados e discutidos com base nas metas estabelecidas, para que se discuta necessita de ações corretivas.

Acordos Estabelecidos entre Processos

Contratos formais estabelecidos entre os processos com o compromisso de notificar as falhas, por meio de indicadores, para medir o desempenho. Outro compromisso é de alertar qualquer alteração significativa que possa comprometer o resultado esperado, antes de se colocar em prática.

Indicadores de Performance (KPI´s)

Os indicadores chave de desempenho, também conhecidos como KPIs (Key Performance Indicators), são ferramentas de gestão para verificação do nível de desempenho ou de sucesso de uma organização em uma meta específica ou geral, contribuindo para acompanhamento de forma sistemática dos objetivos a fim de que os gestores de uma empresa possam verificar se estão no caminho certo.

Referências Bibliográficas

  • Damaceno, Ronaldo José, A qualidade fazendo parte de você!, São Paulo: Editora rápida, 2020
  • Berwick, Donald M. Melhorando a qualidade dos serviços médicos, hospitalares e da saúde. São Paulo: Makron Books, 1994.
  • Silva, João Martins da. O Ambiente da Qualidade na Prática – 5S. Belo Horizonte: Fundação Christiano Ottoni, 1996.
  • Ballestero, Alvarez, Maria Esmeralda. Administração da qualidade e da produtividade. São Paulo: Atlas, 2001 SUMANTH, David J. Productivity
  • Engineering and Management. McGraw Hill, Inc, 1994. TAKASHINA, Newton T.; FLORES, Mario C. Indicadores da qualidade e do desempenho. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1997.
  • ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR ISO 9001:2015 Sistema de Gestão da Qualidade – Requisitos. Rio de Janeiro, 2015.
  • ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMASTÉCNICAS. ABNT NBR ISO 14001:2015 Sistema de Gestão Ambiental – Requisitos com orientação para uso. Rio de Janeiro, 2015.
  • ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMASTÉCNICAS. ABNT NBR 16001:2015 Responsabilidade Social – Sistemas de Gestão – Requisitos. Rio de Janeiro, 2015.
  • BRITISH STANDARDS INTERNATIONAL. OHSAS 18001:2007. Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho – Requisito. São Paulo, 2007.
  • BRITISH STANDARDS INTERNATIONAL. PAS 99:2006 – Especificação de Requisitos Comuns de Sistemas de Gestão como Estrutura para a Integração. São Paulo, 2006.
  • OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de, 1943 – Sistemas, Organização e Métodos: Uma Abordagem Gerencial – 6ª edição – São Paulo: Atlas, 1995.
  • CAULLIRAUZ, Heitor M.; “Sistemas Integrados de Gestão e Qualificação Gerencial”; Grupo de Produção Integrada, COPPE/UFRJ, Documento Interno, Rio de Janeiro, junho de 1999.
  • ONA, História da Acreditação, 2012.
  • MA ONA 2018
  • Norma PADI 2016
  • Normal PALC 2018
  • Normal DICQ 2018

Leia mais

#abordagemdeprocessos #mapeamentodeprocessos #gestaodeprocessos #processos #interacaodeprocessos #resultadossuperiores #gestaodaqualidade #melhoriacontinua #ronaldodamaceno #acreditaregestores

Interação de processos como ferramenta de Gestão Read More »

Gestão de Pessoas como ferramenta de melhoria contínua

Por Ronaldo José Damaceno, São Paulo, 09 de dezembro de 2022.

Há tempos, o Gestão de Recursos Humanos, atuava de forma mecanicista, onde a visão do empregado prevalecia à obediência e a execução da tarefa, e ao chefe, o controle centralizado. Hoje o cenário é diferente: os empregados são chamados de colaboradores, e os chefes de gestores. Vejamos:

Empregado: aquele que tem um emprego.
Colaborador: aquele que colabora.
Chefe: o principal entre outros; o encarregado de dirigir um serviço;
Gestor: do latim “gestore” – gerente; administrador de bens alheios;
Gestão: 1 – Ato de gerir. 2 – Administração, direção. G. de negócio: administração oficiosa de negócio alheio, feita sem procuração.

Se analisarmos, Recursos Humanos deixou de ser administração de pessoal para se tornar o personagem principal de transformação dentro da organização, passando a gerir: recrutamento e seleção, folha, benefícios, treinamento, avaliação de desempenho, clima organizacional, além de cargos e salários.

Gestão do Conhecimento

 

A realidade atual é a sociedade do conhecimento, onde o talento humano é visto como fator competitivo no mercado globalizado. Se analisarmos, perceberemos que o papel do colaborador é mais participativo, ele tem maior autonomia em suas atividades, cooperação nas decisões com seus gestores, facilidade na interação, aprendizagem, conhecem a empresa e participam dos negócios.

Pode-se concluir então, que gerir pessoas não é mais um fator de uma visão mecanicista, sistemática, metódica, ou mesmo sinônimo de controle: tarefa e obediência. É na verdade, discutir e entender o disparate entre as técnicas tidas como obsoletas (tradicionais) com as modernas (gestão da participação e do conhecimento).

Gerir pessoas significa estimular o envolvimento e o desenvolvimento delas. As organizações ao definirem suas estratégias, precisam identificar as competências essenciais e a partir destas rever suas atuações, gerando um círculo virtuoso, impulsionado pelo processo da aprendizagem.

Gestão de pessoas é a participação, capacitação, envolvimento e desenvolvimento do bem mais precioso de uma organização: o capital humano, que nada mais são que pessoas que a compõe. É o resgate do papel do ser humano na organização, é torná-los competentes para atuar em suas atividades.

É o trabalho centrado em captar o máximo do profissional em pró da organização e assim contribuir para seu crescimento como pessoa e este para o crescimento da organização. Em resumo, as organizações são constituídas de pessoas que dependem delas para se atingir objetivos e cumprir com a sua missão. Já as pessoas, contam com as organizações para realizar seus objetivos pessoais em um determinado espaço de tempo, por um determinado esforço.

Tendo isso, podemos dizer que Gestão de pessoas é uma área muito sensível à mentalidade que predomina nas organizações. Ela é contingencial e situacional, pois depende de vários aspectos, como a cultura que existe em cada organização, a estrutura organizacional adotada, as características do contexto ambiental, o negócio da organização, a tecnologia utilizada, os processos internos e uma infinidade de outras variáveis importantes.

Interação de Processos Estratégicos Chaves

Interação dos processos estratégicos, pessoas, qualidade e riscos

Atualmente Gestão de pessoas, precisa considerar todos os profissionais que contribuem com a empresa, independentemente do seu vínculo empregatício. Estagiários, autônomos e terceiros, além dos tradicionais CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, formam a cultura da empresa, as crenças e devem ser consideradas no Plano de Desenvolvimento de Pessoas.

As áreas de Medicina e Segurança do Trabalho e Endomarketing, Gestão da Qualidade e Gestão de Riscos precisam se interagir para criar Plano de Desenvolvimento de Pessoas, que contribua para uma visão de alta performance, para obter resultados superiores, com base no CHAR – Conhecimento, Habilidade, Atitude e Resultados.

É nesse esforço conjunto, que as características essenciais e desejáveis devem ser alinhadas ao perfil de cada colaborador, que deverá ser monitorado e avaliado periodicamente para conferir se os resultados estão sendo alcançados e quais as causas prováveis de não se obter o desejado.

Gestão de pessoas tem como principal objetivo, mobilizar as pessoas para darem o melhor de si para os objetivos estratégicos da empresa, com comprometimento e parcimônia. Sendo assim, entender o perfil de cada cargo, aquilo que é essencial e o que é desejável, sabendo que seu papel será o de cobrar o que for definido como essencial e apoiar o desenvolvimento daquilo que for desejável, para que o profissional tenha a certeza de que existe uma estrutura para apoiá-lo na obtenção de resultados superiores é fundamental.

Assumir que todo gestor é um agente transformador e que precisa participar ativamente do mapeamento da matriz de competências, definir os treinamentos necessários, bem como, participar ativamente deste desenvolvimento, com avaliações periódicas e sistêmicas, com feedback permanente daquilo que precisa ser aprimorado, no plano de desenvolvimento de pessoas para resultados superiores, é essencial para o sucesso de Gestão de pessoas.

 Adotar de testes para definir perfis, que considerem o cargo é outra decisão inteligente de Gestão de pessoas, uma vez que esses testes, demonstram claramente o esforço necessário para ajuste ou até mesmo, facilita a tomada de decisão, para troca de função ou até mesmo, uma substituição.

Tríade Ser, Fazer e Ter sucesso

Ciclo Ser, Fazer e Ter

Gestão de pessoas precisa compreender como ninguém que qualquer colaborador precisa SER aquilo que FAZ, para TER resultados superiores. Que precisam ser avaliados por esse contexto, além de considerar o CORPO, a MENTE e a ALMA, pois sem estabilidade nestas áreas, dificilmente irão se desenvolver como esperado e é papel de Gestão de Pessoas, alinhar e buscar a estabilidade do colaborador e a empresa.

O livro retrata a Qualidade como um potencial que se estabelece em crenças do indivíduo perante suas próprias competências e através do envolvimento em atividades rotineiras com afinco, dedicação e amor, de maneira que satisfaça o cliente. O trabalho coletivo, a comunicação autêntica e empática, o afeto, a busca pela melhoria contínua, a criação e o manejo de objetivos, e a felicidade pessoal, são os demais itens inclusos na filosofia da Qualidade como algo que nasce a partir do indivíduo.

Ele é indicado aos líderes empresarias, colaboradores e a cada um que mantém o compromisso em alcançar os resultados desejados.

Livro A Qualidade Fazendo Parte de Você!

Conceito de Gestão de Pessoas

“Conjunto de políticas e práticas definidas de uma organização para orientar o comportamento humano e as relações interpessoais no ambiente de trabalho”, Fisher e Fleury (1998).

Gestão de pessoas baseia-se em três aspectos fundamentais:

1) As pessoas como seres humanos;
2) As pessoas como ativadores inteligentes de recursos organizacionais;
3) As pessoas como parceiras da organização.

Gestão de pessoas baseia-se no fato de que o desempenho de uma organização depende fortemente da contribuição das pessoas que a compõem e da forma como elas estão organizadas, são estimuladas e capacitadas, e como são mantidas num ambiente de trabalho e num clima organizacional adequados. E ainda, como estão estruturados e organizados os membros da força de trabalho, de modo a habilitá-los a exercer maior poder e liberdade de decisão, levando à maior flexibilidade e à reação mais rápida aos requisitos mutáveis do mercado.

Objetivos de Gestão de Pessoas:

1) Ajudar a organizar a alcançar seus objetivos e realizar sua missão;
2) Proporcionar competitividade à organização;
3) Proporcionar à organização, empregados bem treinados e bem-motivados;
4) Aumentar a autoatualização e a satisfação dos colaboradores no trabalho;
5) Desenvolver e manter qualidade de vida no trabalho;
6) Administrar a mudança;
7) Manter políticas éticas e comportamento socialmente responsável.

Atividades de Gestão de Pessoas

1) Análise e descrição de cargos;
2) Desenho de cargos;
3) Recrutamento e seleção de pessoal;
4) Administração de candidatos selecionados;
5) Orientação e integração de novos funcionários;
6) Administração de cargos e salários;
7) Incentivos salariais e benefícios sociais;
8) Avaliação do desempenho dos funcionários;
9) Comunicação aos funcionários;
10) Treinamento e desenvolvimento de pessoal.

Seis processos de Gestão de Pessoas

1) Processo de descrever cargos e mapear competências;
2) Processo de agregar pessoas;
3) Processo de integrar pessoas;
4) Processo de recompensar pessoas;
5) Processo de desenvolver pessoas;
6) Processo de manter pessoas comprometidas e dando resultados;
7) Processo de monitorar pessoas;
8) Processo de avaliar e dar feedback para pessoas;
9) Processo de interagir com áreas chaves e essenciais para criar plano de desenvolvimento de pessoas comprometidos com resultados superiores;
10) Processo de melhorar continuamente as pessoas para se manter competitivo e necessário para o sucesso da empresa.

As empresas modernas procuram levar as pessoas talentosas a contribuírem com o máximo possível de seus esforços em benefício da empresa, tentando levá-las a produzir melhores resultados. Ter uma equipe motivada não é uma tarefa das mais fáceis, não há uma fórmula mágica para motivar, por isso é necessário combinar uma série de atitudes essenciais ao comportamento humano e que podem trazer motivação nos trabalhadores e estimulá-los a contribuir com a qualidade para os melhores resultados das suas empresas.

As pessoas que participam do processo de gestão estratégica de uma organização, devem ser consultadas sobre as mudanças que poderiam ser promovidas, essas pessoas são consideradas o coração da organização. São elas que conhecem realmente os problemas que começam na parte operacional de uma empresa. Por outro lado, além de terem cérebro e coração, as pessoas têm sentimento, o que tem de ser muito respeitado, pois só serão alcançados objetivos estratégicos através de uma ponte que una as metas da organização com os objetivos pessoais de cada uma das pessoas envolvidas no processo. Na implantação de ações estratégicas, é importante levar as pessoas a colaborarem com esse processo (pois do contrário elas resistirão) e procurar também perceber o impacto que essa mudança ocasionará na vida de cada uma delas, citando exemplos a respeito.

Tendências na área de Gestão de Pessoas

• Educação à distância;
• Remuneração por competência;
• Educação continuada;
• Gestão de Competências;
• Gestão de Conhecimento.

Reflexão
“As empresas de sucesso no século XXI serão aquelas que conseguirem captar, armazenar e alavancar melhor o que seus empregados sabem.” Lewis Platt – CEO da HP.
“As pessoas não aparecem no balanço patrimonial no final do mês ou do ano na organização, mas o impacto no desempenho por elas realizado é significativo”.
“O maior investimento da economia – por ser de melhor retorno – é o investimento em gente”.

Planejamento estratégico é um dos principais, pois um plano de gestão e em particular, o de Gestão de pessoas, deve ser milimetricamente planejado, analisado e tecnicamente traçado, e em muitos casos há necessidade de reformulação de processos ou às vezes ocorre uma transformação cultural dentro da organização. É o mapa ou modelo de elaboração e implantação de gestão.

Referência Bibliográfica

• DAMACENO, Ronaldo José, A Qualidade Fazendo Parte de Você! Editora Rápida, 2021.
• CHIAVENETO, Idalberto. Gestão de Pessoas – O novo Papel de Recursos Humanos nas Organizações. Editora Campus, 1999.
• COSTA, Luciana. Gestão de Pessoas, publicado na internet, Superig.
• KANAANE, Roberto – Comportamento Humano nas Organizações – O Homem Rumo ao Século 21, Editora Atlas, São Paulo, 1994.
• RODRIGUES, Marcus Vinícius Carvalho – Qualidade de Vida no Trabalho, Editora Vozes, São Paulo, 1994.
• MOURA, Ana Rita e CARVALHO, Maria do Carmo – Libere sua Competência – Transformando Angústia Existencial em Energia Motivacional, Editora Livros, Rio de Janeiro, 1999.
• MOTTA, Paulo Roberto – Transformação Organizacional, Editora Qualitymark, São Paulo, 1999.
• NISEMBAUM, Hugo – A Competência Essencial, Editora Infinito, São Paulo, 1999.
• NONAKA, Ikujiro e TAKEUCHI, Hirotaka – Criação de Conhecimento na Empresa, Rio de Janeiro, Editora Campus, 1997.
• STEWART, Thomas A – Capital Intelectual, Rio de Janeiro, Editora Campus, 1998.
• PRAHALAD, C. K., HAMEL, G. A Competência Essencial das Organizações. Harvad Business Review, 1990.

Saiba mais

 

Leia mais:

Gestão de Pessoas como ferramenta de melhoria contínua Read More »

Acreditação ajuda EAS na crise

Saiba como acreditação contribui com serviços de saúde

Por Ronaldo José Damaceno, são Paulo, 25/11/2022 – revisado em 29/03/2024

A acreditação em saúde no Brasil ganhou força a partir de 1998 e hoje conta com mais de 600 Estabelecimentos de Serviços de Saúde acreditados, com selos nacionais e internacionais. No passado recente, as organizações viam essa iniciativa como diferencial; porém hoje, é percebida como necessária e até obrigatória para sua permanência no mercado. Em meio a essa crise que o país vive, o sistema foi testado ao extremo e os resultados dessas organizações comprovam que a ferramenta é recomendada para reduzir despesas desnecessárias com retrabalho.

O custo inicial de implantação em ajustes físicos do estabelecimento, como de educação e treinamento para capacitação e engajamento da equipe, além do desenvolvimento dos documentos e protocolos, obriga essas organizações a praticarem o planejamento estratégico, a refletirem seus perigos e riscos, bem como ações preventivas de contingência, como de mitigação, melhorando a comunicação interna para o tratamento adequado dos eventos que são pertinentes em suas atividades.

Ter isso, reduz consideravelmente processos jurídicos por danos morais e prejuízos financeiros ou danos à imagem da organização e de seus colaboradores. É nítido que esses serviços estão melhores e mais seguros, alçando novos resultados financeiros, devido ao aumento de credibilidade junto a classe médica e aos seus usuários. Os planos de saúde também se sentem mais seguros e já notam que o custo com o retrabalho é menor nesses serviços, reduzindo o tempo médio de internação ou repetindo menos os exames.

Acreditare Gestores, oferece consultoria, mentoria e treinamento sobre Acreditação na saúde

Não tem como deixar de enxergar que as melhorias são significativas e que todos ganham com a Acreditação: empresa, médico solicitante, paciente, plano de saúde, governo e sociedade como um todo. Porém como investir nesse processo em meio a essa crise? Esta é a pergunta que mais ouço. A resposta é bem simples, se você não corrigir logo seus processos, estabelecendo os protocolos, prevendo seus perigos e riscos, com certeza você terá muitas dificuldades ao final da crise, pois terá perdido mais clientes para esses serviços acreditados.

É a hora da verdade para os Estabelecimentos de Serviços de Saúde. Não tem como continuar assistindo o filme e torcendo por um final diferente. É preciso fazer um esforço, ir à luta e reconstruir a história. O mercado morre para quem deixa de ser competitivo, para aquelas empresas que não se renovam, não planejam e principalmente, que não investem em conhecimentos, para reformular seus processos, pela busca incessante de satisfazer seus clientes, que retribui com seu dinheiro nos serviços e produtos adquiridos.

A corrida está longe do fim, ainda existe tempo e espaço para encarar uma reformulação de gestão para um processo seguro de Acreditação, mas não se pode acreditar que ela sozinha fará o milagre de salvar a empresa. A crise que o país atravessa é séria e delicada, não passará da noite para o dia, mas somente as empresas preparadas serão capazes de atravessar essa turbulência. A acreditação tem se mostrado um barco seguro, capaz de apoiar altas tempestades, mas ainda depende de comandantes com visões de futuro, ousados e obstinados em conseguir novos resultados.

Entendo que as empresas de Serviços na Saúde, encontraram um aliado forte para combater a crise e esse aliado é a Acreditação e se você resolver optar por esse caminho, espero que conte com Acreditare Gestores para obter resultados superiores. Atualmente, 2% dos Estabelecimentos dos Serviços de Saúde são acreditados e Acreditare Gestores representa 11% destes serviços acreditados.

Contar com apoio de uma consultoria, ajuda a tomada de decisão e acelera o processo de acreditação, uma vez que a experiência acumulada nos processos anteriores, com diversas Instituições Acreditadoras de Certificação – IAC, facilita na adequação dos processos e consequentemente no processo de educação e melhoria contínua.

Leia mais

Saiba como acreditação contribui com serviços de saúde Read More »

A importância de um Sistema de Gestão da Qualidade na Saúde

Saiba qual importância tem Gestão da Qualidade para Saúde

Por Ronaldo José Damaceno, São Paulo, 25/11/2022 – revisado em 29/03/2024

A Importância de um Sistema de Gestão da Qualidade na Saúde

Na última década, o movimento pela qualidade, introduzido nos setores industriais e de serviços, expandiu-se para o setor de saúde. As teorias básicas de controle e melhoria de qualidade, formuladas por Joseph Juran e W. Edwards Deming, bem como as abordagens abrangentes de gerenciamento pela qualidade da Gestão pela Qualidade Total (TQM) e Melhoria Contínua da Qualidade (CQI) estão ganhando espaço no funcionamento cotidiano de instituições de saúde em todo o mundo. A maioria dos gestores e formuladores de políticas na área da saúde admitem agora como imperativa a avaliação e o controle de qualidade, bem como as atividades de melhoria de desempenho.

Existem divergências, entretanto, quanto ao método de avaliação da qualidade a ser utilizado, devido aos diferentes interesses envolvidos: tanto os da própria instituição de saúde, quanto os dos órgãos reguladores/normalizadores e as companhias de seguros-saúde que pagam ou compram os serviços prestados. Além disso, há uma expectativa crescente de que a comunidade, como um todo, e especialmente os pacientes, devem ter acesso a informações de qualidade, para auxiliá-los a escolher os serviços de saúde e os médicos para lhes prestarem atendimento.

Se preferir leia o artigo “O que é qualidade!.

A reforma da saúde e o movimento da qualidade

A reforma da saúde e o movimento da qualidade estão intimamente ligados. Vários países estão tentando gerir eficientemente o excesso de oferta e controlá-lo quanto ao custo total. Espera-se que isso possa ser feito sem redução na acessibilidade e na qualidade dos serviços de saúde. Novos mecanismos de pagamento estão sendo elaborados com o objetivo de introduzir maior eficiência na produção dos serviços e, consequentemente, reduzir os custos. Por exemplo, sistemas centralizados que anteriormente financiavam todos os gastos com o funcionamento e prestação de serviços à população estão implementando controles nos gastos por meio da introdução de mecanismos de pagamento vinculados aos diagnósticos, seguros-saúde pagos pelo empregador e seguros de saúde privados. Os sistemas centralizados também estão verificando que a eficiência observada nos serviços organizados em redes integradas é bem promissora. A privatização, normalmente voltada para atividades industriais, foi introduzida no setor de saúde, tanto na prática liberal quanto na propriedade privada de serviços de saúde.

Há também países onde os serviços de saúde estão sendo consolidados em grandes corporações, cuja ações são negociadas na Bolsa. Também evidente em todo o mundo é o movimento para priorizar a prestação de serviços em ambulatórios e em clínicas localizadas na comunidade, uma vez que são menos onerosos. A introdução do home care (cuidados domiciliares) e dos serviços para pacientes crônicos (long-term care/hospice care) é uma resposta à necessidade de se utilizar as unidades de cuidados intensos de maneira mais eficiente, de reduzir o tempo de permanência e assim aumentar a produtividade dos leitos e serviços.

Em países desenvolvidos, assim como nos países em desenvolvimento, o expressivo custo dos serviços com grande frequência leva questões dessa área a serem incluídas na agenda legislativa e de regulamentação. As abordagens legislativas e de normalização são tipicamente fragmentadas e resultam em mudanças que podem ou não resultar em melhorias. Raramente um país tem a oportunidade de reformar o seu sistema de saúde. Portanto, são comuns as mudanças graduais, frequentemente introduzidas ou obtidas por meio do micro gerenciamento de elementos parciais do sistema. Este tipo de mudança é acompanhado de uma grande expectativa de que sejam alcançadas melhorias no acesso aos serviços de saúde, maior eficiência na prestação de serviços e, em última instância, melhoria na saúde e bem-estar da população. Em geral, os pacientes não têm informação suficiente para escolher efetivamente entre mudanças repetidas.

À medida que informações de todos os tipos se tornam mais acessíveis, a expectativa é de que isso também ocorra para as informações na área da saúde. São necessárias informações que ajudem os indivíduos a identificar os serviços e os profissionais que atendem a certas expectativas de “qualidade”. Essas expectativas podem estar relacionadas à infraestrutura (“Onde existe um serviço com aparelho de raios X?”), processos de cuidados (“Qual o tempo de espera para ser atendido na clínica ou na Emergência?”) e resultados dos cuidados (“Será que o meu filho vai ficar bom?”).

Informações objetivas que podem responder a essas indagações geralmente não estão disponíveis ao público e com frequência também não estão disponíveis sequer à unidade de saúde, profissionais de saúde e agências reguladoras.

O interesse crescente na avaliação da qualidade de serviços de saúde

Nesse contexto, o interesse crescente na avaliação da qualidade de serviços de saúde propiciou um clima no qual os responsáveis pela tomada de decisões, em todos os níveis, buscam dados objetivos de avaliação da qualidade sobre as instituições de saúde. O licenciamento, a acreditação e a certificação são abordagens de avaliação da qualidade existentes que visam atender às necessidades de informação sobre qualidade e desempenho.

Essas abordagens têm diferentes propósitos e diferentes capacidades. Escolher a abordagem indicada ou uma combinação delas exige uma análise cuidadosa das necessidades e das expectativas de quem procura as informações. Isto é válido tanto para um único hospital buscando acreditação quanto para um Ministério da Saúde que deseje estabelecer padrões mínimos de qualidade para licenciar unidades rurais de planejamento familiar.

Uma das primeiras etapas ao se estabelecer um sistema de avaliação de qualidade é determinar as necessidades que ele tem de atender para que se elabore ou se escolha o sistema mais eficiente possível. Como a avaliação da qualidade não é planejada para incluir todas as diferentes necessidades encontradas na maioria dos sistemas de saúde, é fundamental que as limitações do sistema sejam claramente identificadas, assim como as suas capacidades. Por exemplo, as exigências para licenciamento não incluem a avaliação da capacidade do serviço para iniciar e manter um programa de melhoria de desempenho; entretanto, as exigências para acreditação costumam identificar essa capacidade.

Da mesma forma, apesar de os padrões da ISO 9001 abordarem o sistema de gestão de qualidade de uma instituição, o seu enfoque concentra-se mais no controle do processo e nas especificações do desenho do produto e menos na avaliação dos resultados; ao passo que este último é inerente a um sistema de acreditação. ISO são as iniciais de International Organization of Standardization (“Organização Internacional de Padronização”), uma federação não governamental de órgãos nacionais de padronização de mais de 90 países, com sede em Genebra. Apesar de poder haver divergências de abordagens, na realidade os sistemas de avaliação para licenciamento, certificação e acreditação podem ter muitos elementos comuns.

A acreditação é normalmente um programa voluntário, patrocinado por uma organização não governamental, no qual colegas treinados externamente avaliam a conformidade da instituição de saúde com padrões de desempenho preestabelecidos. A acreditação abrange a capacidade ou desempenho da instituição, não do profissional individual. Ao contrário do licenciamento, a acreditação enfoca estratégias contínuas de melhoria e alcance de padrões ótimos de qualidade e não apenas a conformidade a padrões mínimos destinados a garantir a segurança pública.

Os padrões de acreditação são, geralmente, desenvolvidos por um consenso de especialistas em saúde, publicados, analisados e revistos periodicamente para ficarem atualizados com o progresso na área da qualidade de serviços de saúde, avanços tecnológicos e terapêuticos e mudanças na política de saúde. Dependendo do escopo e da filosofia do modelo específico de acreditação escolhido, os seus padrões podem comportar-se como um sistema, organizando-se em torno de funções e processos chave centrados tanto no paciente quanto na instituição (por exemplo, avaliação do paciente, controle de infecções, garantia de qualidade e gerenciamento de informações.) alternativamente, os padrões podem ser agrupados por departamentos ou serviços dentro de uma instituição de saúde, como serviços de enfermagem, farmácia e radiologia.

Os principais objetivos da acreditação são:

  1. Melhorar a qualidade dos cuidados da saúde estabelecendo metas ótimas a serem atingidas ao se alcançar os padrões para organizações de saúde;
  2. Estimular e melhorar a integração e o gerenciamento dos serviços de saúde;
  3. Estabelecer um banco de dados comparativos de instituições de saúde;
  4. Reduzir os custos dos cuidados da saúde enfocando ou aumentando a eficiência e efetividade dos serviços;
  5. Oferecer educação e consultoria a instituições de saúde, gerentes e profissionais de saúde sobre estratégias de melhoria de qualidade e “melhores práticas” na área da saúde;
  6. Fortalecer a confiança do público na qualidade dos cuidados à saúde; e
  7. Reduzir os riscos associados a lesões e infecções em pacientes e membros do quadro de pessoal.
Conheça Acreditare Gestores

Para que se tome uma decisão de acreditação quanto à capacidade de uma instituição de saúde de atender padrões de desempenho publicados, uma equipe especializada na matéria ou avaliadores treinados fazem uma avaliação “in loco” em intervalos predeterminados, geralmente a cada dois ou três anos. Dependendo do planejamento e das normas do programa de acreditação, essas avaliações ou levantamentos “in loco” podem ser realizados notificando-se ou não antecipadamente a instituição. Existem vantagens e desvantagens em ambas as abordagens.

Quando se comunicam à instituição de saúde as datas do levantamento, ela pode tomar medidas para que os gerentes-chave e membros do quadro de pessoal estejam presentes e disponíveis para participar do processo, promovendo assim oportunidades ótimas para consultas e educação com a equipe de avaliadores. Por outro lado, quando a instituição sabe as datas exatas em que o levantamento será feito, pode haver uma tendência da instituição em investir em um esforço de último minuto para “parecer bem” perante os avaliadores, como uma limpeza especial das instalações, dificultando à equipe de avaliadores determinar as práticas e o funcionamento habitual.

Independente da abordagem que se use ao se agendar uma avaliação “in loco”, uma equipe de avaliadores bem treinada e detalhista examinará além da superfície aparente para determinar se essa instituição de saúde atende a uma ampla série de padrões organizacionais e voltados a cuidados prestados aos pacientes.

Os avaliadores geralmente empregam uma variedade de estratégias de avaliação para determinar se a instituição de saúde atende a padrões relativos a sistemas e funções-chave, como cuidados a pacientes, controle de infecções, gerenciamento de ambiente, gerenciamento de recursos humanos e garantia de qualidade. Por exemplo, a equipe de levantamento pode analisar documentos escritos (como planos operacionais e orçamentários, normas e procedimentos para condutas clínicas, procedimentos operacionais padronizados para a realização de certos exames laboratoriais).

Além de uma análise dos documentos, os avaliadores costumam entrevistar os dirigentes da instituição, médicos, funcionários e pacientes para determinar o desempenho e a conformidade da instituição com os padrões. Por exemplo, um avaliador pode querer entrevistar um paciente sobre o seu nível de satisfação com os cuidados prestados pela instituição, bem como pedir um retorno ao paciente sobre como a instituição poderia melhorar os seus serviços ou a prestação de cuidados. Os dirigentes, incluindo membros da direção e da administração da instituição, podem ser entrevistados sobre os processos empregados pela instituição e como são projetados para atender a padrões de planejamento, orçamento, atividades de garantia da qualidade e gerenciamento de recursos humanos. Os médicos podem ser entrevistados sobre processos de assistência a pacientes (por exemplo, avaliação de pacientes, uso de medicação, exames diagnósticos).

Os avaliadores da agência de acreditação normalmente visitam o prédio da instituição e as áreas de assistência, para avaliar os padrões relacionados com aspectos gerais de segurança do prédio, gerenciamento do lixo, limpeza em manutenção em geral, gerenciamento de equipamentos e suprimentos, controle de infecções, segurança contra incêndio e preparação para emergências. Serviços diagnósticos, como o departamento de radiologia e o laboratório, são também avaliados quanto à segurança, eficácia, controle de qualidade e gerenciamento de equipamentos.

Acreditare Gestores oferece consultoria para empresas que pretendem se preparar para uma Acreditação, para ISO, ONA, PALC, DICQ, PADI, PNQ, CQH e CAP. Consulte nossa equipe comercial.

Saiba qual importância tem Gestão da Qualidade para Saúde Read More »

plugins premium WordPress